Guia de Produtos para Construção e Reformas

Toda construção civil precisa de planejamento, investimento e materiais de qualidade. Mas, mesmo com total cuidado na hora de construir, após longos anos, toda obra necessita de alguns ajustes e reparos. Confira agora as dicas que separamos de como e onde usar os produtos selecionados!

Impermeabilização

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O excesso de água em chãos e paredes pode ocasionar danos, como por exemplo, o aparecimento de mofo, goteiras e infiltrações. Esses problemas são ocasionados pela falta de revestimento externo, e a não manutenção de telhados e lajes.  Para evitar tais danos à estrutura, o uso de impermeabilizantes é essencial.
Mas o que fazer quando a construção não foi corretamente impermeabilizada e apresenta sintomas como: cheiro forte, umidade, tinta e reboco descolando da parede?
Simples. O uso de aditivos plastificantes, impermeabilizantes, tintas asfálticas e adesivos para argamassas resolve o problema.  O importante é agir o quanto antes para evitar maiores custos e dores de cabeça.

Infiltração

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Goteiras, água escorrendo pelas paredes e surgimento de rachaduras, são sintomas de um grande problema de infiltração geralmente causado por chuvas, excesso de calor e outras enfermidades. A origem de uma infiltração pode ser variada, e mesmo que você reboque ou pinte a parede novamente, a infiltração pode voltar. Verifique:

– Rodapés da parede externa: Como essa parte sofre muito com respingos de goteiras em épocas de chuva, o rodapé é um grande candidato a sofrer infiltração.

O que fazer? Colocar uma calha no fim do telhado pode parar com a goteira.

– Calhas: Verifique sempre o estado das calhas. Qualquer buraco pode ser imprescindível para começar a infiltração da água.

O que fazer? Observe as calhas atentamente para verificar se existem furos.

– Telhas quebradas: Telhas quebradas e rachadas também são agravantes para ocorrer infiltração.

O que fazer? Verifique sempre o estado do telhado e certifique-se que não existam rachaduras ou telhas quebradas.

– Paredes na divisa: Esse é um risco muito grande. Compartilhar a mesma parede que a do vizinho pode se tornar uma grande dor de cabeça. Qualquer problema com infiltração dependerá de outra pessoa que talvez não esteja muito disposta a resolver o processo.

O que fazer? Evite fazer isso. Para não ter problemas no futuro, use sua própria parede como apoio.

Infiltrações podem ser corrigidas com impermeabilizante, composto adesivo e manta líquida asfáltica.

Umidade

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Com o passar dos anos o mau tempo pode provocar umidade interna e externa em obras, residências, paredes etc.
Como as paredes externas estão em contato direto com a chuva e outras intempéries, precisam de cuidado especial para que no futuro não apresentem mofo e umidade.
Para evitar que a umidade destrua a obra, utilize impermeabilizantes, pinturas impermeáveis e verniz acrílico.
Se a parede já estiver com o problema, utilize o fechatrinca, impermeabilizante e tinta impermeabilizadora após retirar toda umidade do local afetado.

Como Evitar Cupins

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Em construções que possuem áreas de madeira, como pilares, portas, janelas e itens decorativos, é necessário atenção especial. Para evitar a presença do cupim, indicamos o uso de materiais inseticidas que permitem o tratamento da madeira, como por exemplo, ceras, tintas e vernizes especializados nesse inseto.

Construção de Piscina

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Quando uma piscina é construída, alguns cuidados são necessários para não ocorrer vazamentos, rachaduras e nenhum tipo de dano, ou seja, o cuidado com a impermeabilização é essencial.
Para piscinas de blocos, tijolos e de concreto, utilize composto adesivo, argamassa impermeável e se necessário, tinta impermeável. Cantos arredondados e tinta emborrachada fazem uma grande diferença e evitam futuros problemas difíceis de arrumar.

Dicas:

  Após utilizar as ferramentas necessárias, lave e seque adequadamente para não enferrujar;

No uso de mantas acrílicas, utilize uma vassoura para ajudar na distribuição do material;

Misture os produtos adequadamente conforme as quantidades indicadas na embalagem;

– Busque utilizar produtos de alta qualidade e reconhecidos no mercado por conta de seu custo-benefício;

– Utilizando os produtos corretos na hora da construção a maioria dos danos serão evitados no futuro.

Luva Isolante de Eletricidade

Para os profissionais que trabalham com toda área de eletricidade, deve-se fazer o uso de EPIs obrigatórios exigidos pela NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade). Entre os muitos equipamentos de proteção solicitados, um dos mais importantes é a luva de proteção para eletricista.

Saiba como escolher corretamente a melhor luva de eletricista para o seu funcionário, garantindo a segurança deles sem afetar na qualidade do trabalho

É fato que todo profissional que trabalha com eletricidade deve se proteger contra choques elétricos causados por contato a condutores e equipamentos energizados. Para isso foram pesquisadas e fabricadas luvas de segurança que atendessem a demanda.

Para o trabalho com eletricidade devem ser usadas luvas feitas de borracha isolante, não sendo permitido o uso de qualquer luva.  Assim, evita que correntes elétricas sejam passadas para o corpo.pessoa-comum-fazendo-trabalhos-eletricos

As cargas elétricas – dependendo da densidade – ao entrar em contato com o corpo da pessoa, afeta as células do organismo, podendo fazer com que os músculos se contraem involuntariamente, correndo o risco até mesmo de paralisar os órgãos, como o coração e o cérebro.

Para evitar a ocorrência de acidentes causados por correntes elétricas, as luvas para eletricistas oferecem proteção para as mãos dos trabalhadores cobrindo totalmente as mãos, pulsos e em alguns casos o antebraço, verificando sempre se não há furos que permitem a passagem da corrente elétrica.

Por não se proteger corretamente contra as cargas elétricas, o trabalhador fica exposto não somente a riscos a saúde, mas também a vida.

 

Quem pode usar?

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Todo profissional que trabalha com eletricidade, certificado com a devida orientação sobre o trabalho, devido aos

riscos da profissão.

O trabalhador certificado além de saber como executar as atividades, saberá quais equipamentos de proteção usar, não executando a função sem os equipamentos de EPI necessários.

As luvas isolantes Orion é uma ótima opção quando se trata de produto de qualidade com garantia inclusa, pois a marca se preocupa com a segurança dos profissionais da área. Além disso, todo o produto isolante Orion, tem garantia de 9 (nove) meses.

Aqui, mostraremos as características das luvas isolantes Orion, para que a sua empresa possa oferecer o melhor EPI para os seus funcionários.

 

Características da luva isolante para eletricista:

Existem muitos modelos de luva de borracha para eletricista, podendo proteger contra correntes elétricas de baixa a alta tensão.

As luvas isolantes devem vir acompanhadas das seguintes informações: tipo, classe, nome do fabricante, tamanho, número da norma, número do Certificado de Aprovação (C.A.), número de série, lote e tamanho.

  •  TIPO: As luvas de proteção elétrica são confeccionadas na cor preta e bicolor para classificá-las quanto a sua resistência ao ozônio – gás natural presente na atmosfera que junto ao oxigênio pode ser produzida descarga elétrica – que faz com que o produto se deteriore de maneira mais rápida. Quanto a sua classificação, a luva bicolor (amarela com preta), é classificada como Tipo I, não sendo resistente ao ozônio, já a preta, na classificação Tipo II, é resistente ao ozônio;

 

  • CLASSE: As informações de voltagem das luvas de alta tensão devem estar classificadas em cores – bege (classe 00), vermelho (classe 0), branco (classe 1), amarelo (classe 2), verde (classe 3) e laranja (classe 4) – pois assim fica mais fácil verificar a classificação da voltagem que cada uma suporta. Luva de classe 2, por exemplo, é classificada na cor amarela. Luvas nesta classificação são as mais comuns, suportando voltagem de 17.000 V.

 

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Vale lembrar que toda luva isolante deve ser usada em conjunto a luva de proteção: luvas de vaqueta, luvas de tecido ou luvas anti-chamas, dependendo do tipo de trabalho elétrico a ser executado, além de roupas específicas.

Além das luvas isolantes, quando o profissional de elétrica trabalha em locais em que o ambiente é mais perigoso como, por exemplo, em estações de energia, é recomendado o uso de bota isolante para eletricista.

Com o uso de todo tipo de EPI para alta tensão, sua empresa fica despreocupada quanto a acidentes de trabalho.

Confira todo o material de borracha isolante fornecido no site do Gaveteiro.com.br.

Papelão Ondulado: Manual de Orientação

O papelão tem diversas utilidades, principalmente as caixas de papelão que são necessárias em muitos ambientes de trabalho.

Logísticas, lojas de presentes, hipermercados, papelarias, restaurantes e centrais de distribuição precisam de caixas para embalar e enviar seus produtos com segurança.  Contudo, é necessário conhecimentos acerca dos melhores materiais e a gramatura do papel usado para que não haja a deformação quanto à resistência e a aparecia da embalagem.

Como é feito o papelão?

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O papelão com qualidade, feito sob as exigências da NBR-5985 é composto por 03 partes coladas: Duas capas, que são as partes lisas das extremidades e o miolo, feito de forma ondulado localizado entre as capas. Essa parte é responsável por dar sustentação ao produto absorvendo parte do choque sem deixa-lo exposto a perfurações e deformações.
Assim como diversos produtos, existem diferentes tipos de papelão, que podem ser feitos com mais de 2, 3 ou 4 capas e miolos – dependendo da finalidade – em que as ondulações podem ser feitas de materiais diferentes, com mais ou menos espessura. Cada estrutura de papelão formada para uma finalidade específica, pode ser resistente a esmagamentos, a compressão de colunas e pilhagem e arrebentamento.

Ondulação

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O sentido da ondulação é relacionado com o bom desempenho do papelão, referindo-se a sua resistência à perfuração.
As ondas é a forma a qual o miolo é feito, sendo responsável pelo reduto do papelão. Caixas desse tipo são recomendadas para estocagem.
Para saber quantas caixas podem ser empilhadas sem que o produto sofra estragos, você deve saber o nível em que o produto está classificado dentro das estruturas.

Calculando dimensões e quantidades de ondas:

Para calcular a resistência de compressão de uma embalagem de papelão, existe a fórmula de Mackee, que também oferece o fator de segurança e umidade para empilhar esse material.

Para calcular os parâmetros de resistência das colunas e arrebentamento:

P = K x C x √(p x e)

Onde:

P= Carga de colapso
K= Constante
C= Coluna
p= Perímetro da caixa
e= Espessura do papelão

Estruturas:

Estrutura PS (Parede Simples): somente com 01 miolo e 02 partes planas.

Estrutura PD (Parede Dupla): feito com mais de 01 miolo e 03 partes planas, aumentado na mesma proporção que o miolo.

Essas estruturas seguem algumas regras de espessura de ondulação, mostrando qual o nível de resistência à compressão. Aqui temos o tipo de onde A, em que a espessura do papelão ondulado deve ser de 4,5 mm a 5,0 mm; a espessura do papelão de onda tipo B (onda baixa) deve ser de 2,5 a 3,0 mm; do tipo C (onda alta) deve ser de 3,5 mm a 4,0 mm; e o E (micro ondulado) deve ser de 1,2 mm a 1,5 mm.

Tipos de parede:

Trata-se de quantos papelões são unidos para dar resistência à caixa de papelão. Quanto mais faces unidas, mais peso a caixa suporta. Veja abaixo os tipos de parede:

Face Simples: Estrutura formada por um miolo (elemento ondulado) colado a uma capa (elemento plano);

Parede Simples: É uma estrutura formada por um elemento ondulado que está colado dos dois lados de um elemento plano;

Parede Dupla: Quando a estrutura é formada por três elementos planos colados a dois elementos ondulados de forma intercalada;

Parede Tripla: Quatro elementos planos colados em três elementos ondulados de forma intercalada;

Parede Múltipla: Estrutura formada por cinco ou mais elementos planos que ficam colados a quatro ou mais elementos ondulados de forma intercalada.

Resistência

Primeiramente, a caixa de papelão deve estar totalmente preenchida para poder ser empilhada sem que haja o estrago da embalagem; Depois deve ser observado em qual estrutura a mesma esta localizada – se em Estrutura PS ou Estrutura PD; Cada fabricante tem uma tabela informando as especificações do seu papelão fabricado, essa especificação é baseada nos testes de resistência a que o produto na posição vertical é submetido. E em alguns casos, para a fabricação de embalagens também, tem-se os teste feitos na posição horizontal, o chamado compressão de resistência de embalagem. Em algumas embalagens, as ondulações ficam na horizontal, o que não dá muita resistência a mesma. Caixas fabricadas nos padrões do tipo E, por exemplo, são as mais resistentes, quando se trata da embalagem de produtos pesados ou de lugares que podem furar a embalagem.

Resistência do papelão

Para fabricar caixa de papelão com boa resistência é preciso que os fabricantes submetam os seus produtos a alguns testes.

RCT – Ring Crush Test: Teste de esmagamento do Anel

Os papeis que formam o papelão são organizados em um suporte em forma de anel, onde estes são prensados até haver o colapso. Visa verificar a qualidade dos papeis em separados: a capa e o miolo. Esse teste é conhecido como esmagamento do anel.

SCT – Short Span Compression Tester: Teste de Compressão de Curto Alcance

Mais conhecido como teste de coluna, esse teste da chapa do papelão já colado, é mantido na vertical, sendo esmagado verificar até onde as paredes dos miolos resistem quanto a impactos. Esse teste visa estabelecer produtos contra a deformação e a curvatura.

Resistência a Compressão de Embalagem:

Esse é o teste da caixa como um todo. Testa a coluna e a qualidade do papel. Visa quantificar a sua resistência quanto à empilhagem e ao volume (produto embalado).

Dicas de uso

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  • Quando exposto á umidades e ao Sol, o papelão perde suas características físicas, ou seja, muda de cor, textura e resistência. Para garantir a qualidade, mantenha-o em local arejado e coberto.
  • Não manuseie caixas de papelão pelas abas, isso pode danificar o produto.
  • O empilhamento de uma caixa sobre a outra pode causar rasgos nas laterais e perda das dimensões originais. Estoque as embalagens de papelão de forma adequada para manter sua qualidade.

 

 

 

 

Episódio 09 – Série Especial EPI: Proteção para Altura

Trabalhar nas alturas não é tarefa fácil – e nem sempre segura. Por apresentar grandes riscos, é citada em várias normas regulamentadoras para que o profissional esteja seguro e que, consequentemente, se consiga diminuir os acessos que a área apresenta.

O que são?

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Em alguns segmentos profissionais o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é de suma importância. Trabalhos com altos índices de riscos à saúde e à segurança precisam de equipamentos especiais que assegurem a salubridade do trabalhador.

Na construção de edifícios, por exemplo, não pode ser dispensado o uso de equipamentos de segurança para trabalho em altura. Esse trabalho só pode ser feito por um profissional adequado, que passou por treinamento e obteve certificação.

Trabalhar nas alturas demanda – além do uso dos equipamentos de segurança – o uso correto dos dispositivos pois, se não instalado e manuseado de forma correta, pode acarretar em acidentes de trabalho.

Como já comentado no FAQ – Proteção em altura, é considerado trabalho em altura, atividade feita acima de 2 metros, sendo obrigatório de acordo com a NR-35, o uso de EPI.

A NR-35 não deixa os profissionais executarem as tarefas às cegas. É informado de forma esclarecedora quais os equipamentos devem ser utilizados – atendendo as exigências da NR-6 -, o treinamento que deve ser feito, e quais as responsabilidades das partes, tanto dos contratados quanto dos contratantes.

Os trabalhos da construção civil, são em maior parte, a área que tem um grande número de acidentes, que podem ser causados desde a queda de objetos e materiais até de quedas dos próprios profissionais.

Os casos de queda ocorrem pela falta do uso dos EPI’s para altura. Os trabalhadores devem usar os dispositivos para segurança oferecido de forma gratuita pelas empresas empregadoras, recebendo da mesma, orientação correta para usar o equipamento.

 

Quais os equipamentos necessários?

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Existem diversos tipos de equipamentos de segurança para trabalho em alturas. Entre eles podem-se citar: capacete, óculos, roupas com viseira, luvas, botas e tão mais importante quanto, estão os cinturões de segurança, além de acessórios, como é o caso do cinto para trabalho em altura.

Por que tantos dispositivos?

Como se trata de um trabalho perigoso, cada equipamento tem uma utilização diferente, usada para o mesmo fim: não deixar que o trabalhador caia e, se cair, que fique no estado de suspensão inerte até a chegada de socorro.

Para que os equipamentos forneçam segurança, eles devem ser passados por testes que viabilizam a qualidade do produto mostrando a resistência do quanto de peso suporta e do quanto de tempo aguenta. Alguns desses EPI’s tão importantes quanto. Por exemplo, se uma construtora não tem como distribuir em uma obra óculos para todos, não tem tanto problema se o mesmo for mexer somente com bloco e cimento, mas se ele estiver a 5 metros do chão, deve estar usando cinturão de segurança, trava-quedas e talabartes.

 

·         Trava-quedas: Dispositivo trava-quedas instalado em uma linha de vida (instalação de cordas ligadas a ancoragens), que acompanha o trabalhador no seu trajeto. Caso o trabalhador caia, o objeto trava o funcionário na linha de vida;

·         Talabartes: É preso no cinturão de segurança e no trava-quedas ligado à linha de vida;

·         Cinturão de Segurança: Se ajusta a parte abdominal do corpo do trabalhador, passando pelo tronco, ombros e pernas que possui regulagens simples e rápidas.

·        Cinto Trabalho em Altura: Serve para colocar os objetos necessários para executar as tarefas de trabalho. Facilita na hora de pegar os objetos sem precisar se locomover.

 

Como verificar a qualidade do produto?

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Por ser uma área muito arriscada, tem-se diversas exigências de proteção em altura. Quando comprar um EPI de proteção, verificar se o produto tem o Certificado de Aprovação (CA), para verificar a veracidade da qualidade do produto.

O CA é atestado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que faz as pesquisas de qualidade de um EPI autorizando a venda do produto. Tudo é feito atendendo as disposições da NR-6.

Importante: Caso a empresa venha a comprar EPIs importados, deve-se primeiramente verificar se o produto esta na lista autorizada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Veja os episódios anteriores:

Série Especial Limpeza Profissional – Episódio 3: Mop Molhado x Mop Seco

Encerramos a série de limpeza profissional explicando como usar corretamente o Mop e porque ele é tão importante na limpeza diária do seu ambiente de trabalho.

Usando o produto de limpeza certo e o Mop corretamente seu piso durará muito mais tempo.

Nos dois últimos episódios sobre limpeza e desinfecção de pisos, o blog do Gaveteiro.com.br mostrou todos os macetes para fazer uma limpeza eficiente e produtiva. Entretanto, não é só usando a cera ou o desinfetante certo que seu piso estará 100%, além disso, é de extrema importância que os equipamentos de limpeza também ajudem a cuidar da aparência e conservação do piso, tanto na faxina seca quanto na molhada.

Saiba agora a diferença entre mop seco e molhado, como se usa e quais as suas vantagens.

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Como surgiu o nome MOP?

Como toda boa invenção, ela surgiu para ajudar o ser humano a trabalhar mais rápido e de forma mais confortável. Em 1875, o operário de uma pequena empresa em Vermonth – Cassius White – fez um protótipo em madeira e algodão que mais tarde ganhou a alcunha “Mop”. O uso desta “vassoura de algodão” era exclusivamente familiar. O sucesso foi tão grande entre seus vizinhos que White decidiu comercializar sua invenção em pequena escala com ajuda de seus filhos.

Tudo mudou em 1904 quando White abriu sua primeira fábrica – a White Mop –, e as hastes do Mop começaram a ser fabricadas em ferro-gusa que garantiam mais durabilidade ao equipamento. Assim surgiu um dos equipamentos de limpeza mais eficientes e usados no ambiente corporativo.

MOP Líquido. 

  • Porque usar?

O Mop líquido é essencial para retirar partículas sólidas como poeira e pó que o mop seco não consegue extrair do piso. Ele também elimina gorduras, alimentos, marcas de calçados etc. Após a limpeza com o mop molhado o piso estará preparado para receber ceras ou outros acabamentos. O procedimento em piso frio é o mesmo. É essencial que além do mop você tenha o equipamento correto para fazer a limpeza e os produtos químicos certos.

  • Benefícios

Usando o mop, o funcionário evita se abaixar com frequência, já que o equipamento é feito na altura correta e o mais confortável possível. Como o mop elimina o uso do pano de chão, o usuário não precisa torcer o pano, basta colocar o esfregão no espremedor e ele já fica seco novamente. É uma facilidade que aumenta a agilidade da limpeza. Os esfregões mop são feitos com tecidos que não riscam o chão.

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Mop Seco.

  • Porque usar?

Para rotinas diárias de limpeza, como uma simples varrida no ambiente de trabalho, o mop seco é perfeito. Ele retira as poeiras que se acumulam diariamente no chão e também podem ser usados antes da faxina com o mop molhado.

 

  • Benefícios

O mop evita que a poeira se espalhe. A tecnologia desse equipamento – a eletrostática – consegue fazer com que a poeira se prenda as cerdas dele e não se soltem. Por isso ele é essencial para a limpeza leve do dia-a-dia. Não há a necessidade de ficar juntando a sujeira, ela se une sozinha ao mop.

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Perguntas frequentes

O mop seco substitui a vassoura?

Não. O mop seco só retira poeira do chão, se for necessário limpar resíduos maiores a vassoura é imprescindível.

O mop é descartável?

Alguns são. Mas você pode conservá-los por muito tempo tomando alguns cuidados básicos. O mop seco pode ser aspirado ao final do expediente para retirar todos os resíduos e poeira que ficam presos nele. Já o mop molhado, deve ser limpo e seco após o uso. Caso o equipamento apresente desgaste é necessário trocar.

É mais confortável usar o mop para fazer a faxina do que rodos e vassouras?

Sim. O mop foi feito com o tamanho ideal para o usuário manter a coluna ereta e relaxada. Não será necessário ficar se abaixando toda hora para arrumar o pano no rodo ou para torcê-lo. É comprovado que pessoas que usam o mop têm a produtividade aumentada em aproximadamente em 80%, e o risco de LER (Lesão por esforço Repetitivo) diminuí muito.

O mop molhado economiza mais água e produtos de limpeza?

Sim. O espremedor que vem acoplado ao balde, que será usado junto com o mop, seca o equipamento muito melhor e evita desperdício de água. Diferente do pano de chão que tem probabilidade de ficar encharcado e fazer com que a secagem da superfície demore ainda mais.

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Seguindo essas dicas no ambiente de trabalho, além de ficar perfumado e higienizado, será muito mais agradável de trabalhar. A economia que será gerada com o uso dos produtos químicos e equipamentos corretos na limpeza do ambiente de trabalho beneficiam a todos: tanto a empresa quanto os funcionários.

 

Gostou? Acesse os episódios anteriores

Episódio 08 – Série Especial EPI: Roupas de Proteção

Estar rodeado de sinalizadores, cones e faixas nem sempre é sinal de segurança. Alguns trabalhos, exigem controle de proteção e sinalização na própria vestimenta do trabalhador.

Os uniformes EPI devem atender todas as normas exigidas de proteção e saúde.  Confeccionadas com materiais que protegem o trabalhador, as vestimentas de segurança auxiliam no desenvolvimento de funções em locais que oferecem riscos como queimaduras, cortes, umidade entre outros.

O que são?

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Vestimentas de segurança ou conjuntos de peças para o corpo são EPI’s  que auxiliam o trabalhador na proteção contra agentes físicos, químicos, elétricos e biológicos.

O anexo I da NR-6, informa quais riscos os trabalhadores estão expostos e qual o uniforme de segurança adequado para usar durante a realização da função. Algumas normas trazem informações sobre riscos específicos, como é o caso da NR-10, que informa quais vestimentas de segurança são indicadas para trabalhos que envolvam eletricidade, por exemplo. 

O mercado brasileiro fornece diversos tipos de roupas de proteção, mesmo antes de haver leis regulamentadoras que confirmavam se a proteção era efetiva ou não. Atualmente para confirmar a efetividade da roupa, o C.A. (Certificado de Proteção) pode ajudar a escolher um equipamento de EPI de qualidade e com resistência.

 

Tipos de Vestimentas.

Existem diversos tipos de vestimentas confeccionadas com um material diferente para cada função.

Uniforme

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Esse tipo de vestimenta serve para identificar o trabalhador em sua função e para protegê-lo dos riscos que corre com o seu trabalho. Normalmente esses uniformes são confeccionados em partes para o membro superior, com camisetas e blusas, e membros inferiores com calças e perneiras. Exemplos:

 

  • Uniforme Contra Incêndio: Devem atender as disposições da NR-23. São feitos de materiais resistentes ao fogo, protegendo o trabalhador de temperaturas de até 1000º C, não deixando que o mesmo sofra de queimaduras de até 3º grau. Indicada para bombeiros florestais, brigadistas de incêndio, eletricistas e policiais;
  • Uniforme de Proteção para Eletricista: Os uniformes para eletricistas devem atender as exigências de segurança da NR-10. São feitos em materiais que suportam cargas elétricas, sem deixar que as correntes elétricas passem para o corpo do trabalhador. Indicadas para eletricistas de todas as áreas.
  • Uniforme de Proteção UV: Esse tipo de uniforme não é um EPI obrigatório disposto em nenhuma Norma Regulamentadora. Porém, muitas empresas adquirem este EPI por pensar no bem estar de seus funcionários. São feitos em diversos tipos de materiais tendo por objetivo proteger a pele do trabalhador da luz solar. Os raios UV não incidem diretamente na pele do trabalhador. Recomendado para quem faz trabalhos externos, como na construção civil e serviços ambientais. Como a construção civil é o tipo de trabalho que demanda maior proteção esse tipo de vestimentas é conhecida como: uniformes para construção civil. 
  • Blusão de Raspa: O blusão de raspa é ideal para soldadores. Indicado para atividades de solda protegendo o usuário contra abrasões e escoriações.  Essa vestimenta é usada em metalúrgicas e siderúrgicas.
  • Uniforme de Segurança tipo Corte Reflexivo: Ideal para proteção e identificação do trabalhador em locais mal iluminados. Pode ser usada tanto de dia quanto a noite. Indicado para trabalhos na construção civil, polícia rodoviária, bombeiros, entre outros.

 

Macacão

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O macacão de proteção têm a mesma finalidade dos uniformes, porém são confeccionados normalmente em peças únicas, proporcionando proteção do tronco, membros superiores e inferiores de uma vez. Assim como os uniformes, os macacões também são feitos com materiais diferentes para finalidades específicas. Existe macacão de proteção para pintura, macacão para proteção de produtos químicos, macacão para proteção contra umidade entre outros. Abaixo alguns exemplos:

  •  Macacão de Segurança Impermeável: Esse tipo de vestimenta possui propriedades físicas, que protege o usuário contra respingos de água, álcalis e detergentes. Deve ser usada na limpeza e manutenção em geral, como em sítios, fazendas, vigilância e limpeza pesada.
  • Macacão Anti-Chamas: O tecido dessa vestimenta é confeccionado com tecnologia que repelem as chamas e protegem o usuário do pescoço até as pernas. Para total vedação os punhos são fechados com velcro. Muito usado por bombeiros.
  • Macacão de corpo inteiro contra químicos: O macacão de corpo inteiro reveste a cabeça, troncos, membros inferiores e os membros superiores do usuário contra respingos de produtos químicos e poeira. Esse tipo de macacão pode ser usado em indústrias químicas etc.

 

Tipos de materiais usados nas vestimentas.

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  • Contra H2O: O material usado para a confecção do macacão é o trevira, um material composto por tela de poliéster recoberto com PVC, vinil e napa também são usados;
  • Produtos Químicos: Pode ser usado Tyvek, um poliestileno de alta densidade, PVC, tecidos de algodão 100% ou mistos com hidrorrepelentes ou aramida;
  • Contra altas temperaturas: Kevlar é usado contra todos os tipos de riscos – corte, abrasão ou escoriação –, mas contra abrasão e escoriação, macacões de tecido confeccionado em 100% algodão ou couro são suficientes;
  • Eletricidade: Contra choques elétricos o macacão de borracha é eficiente. Se houver risco de fogo é necessário o uso de equipamentos de proteção ao calor;
  • Agentes biológicos: Confeccionado em Tyvek, algodão 100% com acabamento antimicrobial;
  • Visibilidade: São coletes em 100% algodão ou mistos com acabamento fluorescente ou retro reflexivos e material plástico impermeável;
  • Soldagem: Blusões confeccionados em raspa, costuras em 100% algodão ou aramida.

 

Como escolher a vestimenta correta?

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  •         Como nem todas as vestimentas de proteção são regulamentadas por alguma lei específica é imprescindível que antes da compra seja verificado se a peça possui o  Certificado de Aprovação.
  •         Conforto, durabilidade e nível de proteção devem ser levados sempre em consideração.
  •         O comprador deve ter em mente exatamente qual o risco que o trabalhador corre durante a jornada de trabalho e escolher a vestimenta correta que o proteja contra: água, chamas, produtos químicos, riscos térmicos, mecânicos ou elétricos.

 

Conheça outros EPI’s acompanhando nossos posts anteriores:

 

Episódio 07 – Série Especial EPI: Proteção Auricular

A garantia de saúde a curto e longo prazo perante o trabalho é um fator que não pode ser esquecido ou deixado de lado. Confira nesse post algumas dicas e informações sobre a proteção auricular!

O que é um EPI de Proteção Auricular?

Os equipamentos de proteção auricular são colocados nos ouvidos para proteger o trabalhador durante sua exposição a altos ruídos. O uso do protetor é individual e ele deve reduzir ao máximo o nível de pressão sonora até o limite permitido de 85dBA (para uma jornada de 8 horas), sem jamais abafar totalmente o som, para a própria segurança e comunicação do funcionário. E claro, para que sejam eficazes, precisam ser colocados corretamente e usados durante todo tempo de exposição.

 

Tipos de Protetores Auriculares

Tampão do tipo auto-moldável:Confeccionado em espuma polimerizada que se expande quando colocado, e com baixo custo de fabricação, é o mais utilizado no mercado atualmente.
Como usar: o protetor é colocado diretamente no canal externo do ouvido. Para que o  encaixe seja perfeito, o protetor deve ser aplicado com leve pressão.
Nível de conforto: por se moldar perfeitamente ao canal auricular, é bastante eficaz e  confortável.

Tampão do tipo pré-moldado: Fabricado com materiais elásticos, como borracha e silicone, sendo que este material  deve ser atóxico e com superfície lisa e lavável.
Como usar: O protetor deve ser colocado firmemente até dar o encaixe.
Nível de conforto: Por ser pré-moldado ele pode não se adaptar perfeitamente a todos  os tipos de ouvidos, o que dificulta a proteção adequada e pode gerar certo desconforto.

Tampão do tipo moldável personalizado:Normalmente confeccionado em borracha de silicone e o molde final é ajustado  diretamente no canal auricular.
Como usar: a atenuação deste protetor é comparada a dos protetores tipo concha,  entretanto, o nível de aproveitamento dele depende muito do conhecimento do usuário no manuseio deste tipo de tampão.
Nível de conforto: Muito confortável, justamente por ser moldado ao ouvido do usuário.

Protetor tipo concha: Confeccionado em material rígido, revestido de espuma e projetado para cobrir  completamente as orelhas.
Como usar: De uso externo, facilmente encaixa na cabeça e, para total proteção deve  ter sua pressão distribuída uniformemente pela cabeça. A maior vantagem no uso deste  protetor é que ele tem fácil adaptação aos mais diversos tipos de ouvidos.
Nível de conforto: o nível de conforto é diretamente proporcional à pressão ajustada sobre os dois lados da cabeça.

Tipos especiais de protetores auditivos:Para algumas situações específicas de trabalho existem dois tipos especiais de protetores. São os protetores não lineares que possuem sistemas de filtros acústicos ou filtros eletrônicos como, por exemplo, nos casos de níveis altos de ruídos do trânsito. São eficazes contra ruídos de alta frequência, atenuam os altos ruídos, mas permitem que as frequências da voz humana passem.
Como usar: Mesmo formato do tipo Concha,  encaixe ajustável na cabeça.
Nível de conforto: oferece conforto conforme seu ajuste nos dois lados da cabeça.

 

Como escolher o protetor correto?

1- O protetor auditivo correto é aquele que se ajusta perfeitamente a cabeça ou aos ouvidos oferecendo o máximo de conforto possível.  Para a melhor escolha leve em consideração os 4 C’s da proteção auditiva: Conforto, Cuidado, Conveniência e Comunicação.

2- Escolha um protetor que ofereça total conforto, para isso, leve em consideração alguns parâmetros importantes para encontrar o protetor perfeito, como: massa e matéria-prima do objeto, pressão das almofadas, pressão da haste, ajuste de protetores tipo Concha e facilidade de vedação.  Antes de escolher o modelo, o usuário deve levar em consideração seu histórico médico, em caso de infecção, irritação ou perda auditiva, somente um médico pode recomendar o protetor mais adequado.

3- Cuidado na hora da compra, verifique sempre se o protetor possui Certificado de Aprovação. Lembre-se também que ele deve atenuar o nível de ruído sonoro, mas continuar permitindo a comunicação do usuário. Por fim, o uso de proteção auricular é Lei (Portaria MTB 3.2141/78, NR15, anexo 1), a empresa deve deixar os equipamentos de fácil acesso aos trabalhadores.

 

FAQ Solda: Máquinas, arames e tipos de solda.

Trabalhos na área de soldagem demandam muita atenção do profissional em relação à proteção, material, maquinário e tão mais importante quanto, as normas exigidas pelos órgãos competentes para estar dentro dos padrões de segurança e qualidade do trabalho.

 

São tantos os detalhes a que se deve estar atento quando se trabalha com solda, que ficamos com muitas dúvidas e não sabemos o que fazer e nem onde começar a procurar informações. Aqui, respondemos as mais diversas dúvidas que se tem quando o assunto é soldagem. Confira!

Normas de Trabalho

– Qual a necessidade da NR-12 para trabalhos industriais e maquinário de solda?

A NR-12 não apenas abrange máquinas de solda, mas todo maquinário industrial e as formas corretas de trabalhar com segurança dentro de uma indústria. Dentro da NR-12 existem algumas especificações que precisam ser seguidas para que todo o maquinário industrial seja considerado realmente seguro para o ambiente de trabalho. No caso das máquinas de solda existe um “questionário” para saber se a máquina é ou não capaz de trabalhar corretamente sem causar acidentes. Por isso antes de comprar verifique se a máquina atende todas as especificações exigidas pela ABNT e pela NR-12.

– Quais são os itens necessários para que o soldador não sofra acidentes durante o expediente de trabalho?

Para que o trabalhador execute sua função com segurança, é imprescindível que ele esteja usando: um avental ou uma casaca de raspa, mangotes, perneiras, luvas de cano longo, touca de algodão ou de raspa, óculos de proteção, botas de segurança com bico de aço, máscara para soldagem e protetor auricular.

– Por que usar botas com bico de aço durante o trabalho com solda?

O uso de botas de bico de aço no ambiente de trabalho com solda se dá pelo risco de quedas de objetos pesados sobre os pés. Como o trabalho de soldagem envolve o uso de maquinário pesado como: máquinas de solda, cilindros de gás e oxigênio, placas de ferro etc., é importante que esse item seja usado diariamente.

– O que acontece quando o trabalhador não usa  a máscara de solda durante o trabalho com máquinas e consumíveis de solda?

Se o funcionário não usar máscara de solda durante sua jornada de trabalho, ele pode contrair doenças oculares que podem levar à cegueira parcial ou total. O contato frequente com os raios infravermelhos, ultravioleta ou luz visível podem afetar a visão de forma irreversível. Além disso, ao soldar, algumas partículas volantes (como pó de ferro e outros agentes) podem chegar até o olho e entrar na corrente sanguínea pelo nariz, causando problemas pulmonares que também podem ser irreversíveis se não tratados com antecedência.

Maquinários: Tire todas as dúvidas

– Quais tipos de máquina de solda estão disponíveis no mercado?

Os equipamentos de solda mais comercializados atualmente são as Inversoras, utilizadas nos processos de Eletrodo Revestido, TIG, e MIG/MAG. Há também os Transformadores e Retificadores, utilizados para Eletrodo Revestido e também os equipamentos de maior porte para soldagem MIG/MAG.

– Máquinas de solda são fabricadas apenas com voltagem 220V?

Não, existem máquinas de solda de 127V, 220V, 380V e 440 V, podendo a mesma máquina oferecer voltagens diferentes.

– É possível conectar a máquina de solda na tomada comum?

Não, a máquina de solda precisa de uma tomada especial.  O plug da máquina de solda é mais grosso do que os das tomadas padrões que temos em casa.

– Qual a diferença entra a máquina de solda monofásica e a máquina de solda trifásica?

A diferença entre a máquina de solda monofásica e a máquina de solda trifásica é que a máquina monofásica tem ligação de uma fase + um neutro, a máquina trifásica precisa de uma ligação de três fases + um neutro.

– Qual a melhor máquina de solda para pequenos trabalhos?

Depende do processo a ser utilizado. Porém máquinas portáteis, do tipo Inversora,  costumam ser mais utilizadas para pequenos reparos.

– Quais acessórios são necessários para uso junto com a máquina de solda?

Depende da marca e da máquina que está sendo comprada. Cada máquina de solda necessita de cabos de tensões e funções diferentes, e claro, é necessário se atentar ao tipo de solda que será feita. Verifique o trabalho e o material utilizado e escolha a máquina de solda que resolva esse processo.

Há muitos termos nessa área: Entenda todos

Existem alguns termos nesta área importantes para poder entender e fazer o trabalho de forma correta. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas

– O que é escória?

Escória é o que sobra do arame após o trabalho com a máquina de solda. A escória líquida protege o metal soldado da contaminação atmosférica durante a solidificação da liga, evitando ferrugem ou alterações inesperadas na liga entre metais.

– O que é consumível?

São todos os materiais que se consomem no processo de Soldagem, tais como Eletrodos, Varetas, Arames, Gases, etc.

– O processo TIG solda qualquer metal?

O processo TIG solda todos os metais. Porém é importante lembrar que o Alumínio deve ser soldados com uma Fonte de Corrente Alternada (CA), enquanto outros metais como Inox e Aço Carbono devem ser soldados com Corrente Contínua (CC).

– Por que o eletrodo de alumínio estraga mais fácil?

O revestimento desse tipo de consumível de solda é feito em sais e por esse motivo, quando ele entra em contato com o oxigênio ele acaba estragando com mais facilidade. Então, quando for usar eletrodos de alumínio é muito importante comprar a quantidade certa para o trabalho e não deixar armazenado por muito tempo, pois as chances de perder o produto são muito altas.

– Posso soldar eletrodos em qualquer máquina?

Depende da característica do eletrodo. A grande maioria dos eletrodos podem ser soldados em qualquer tipo de máquina.  Porém é necessário considerar, por exemplo, a tensão em vazio do equipamento. Outro detalhe é verificar se o eletrodo solda em Corrente Alternada ou Corrente Contínua. Por exemplo, eletrodos Celulósicos não podem ser utilizados em Transformadores, os quais operar em Corrente Alternada. No caso de Eletrodo Celulósico, deve ser utilizado Retificadores ou Inversoras com tensão em vazio alta.

– Qual a diferença no uso de eletrodos, varetas e arames inox para processos de solda?

Eletrodos são usados em processos de soldagem em máquinas de solda inversoras ou transformadoras. Varetas de solda são utilizadas em soldagens mais específicas com máquinas para solda TIG. Já o arame de solda é usado juntamente com máquinas que fazem processos de soldagem MIG/MAG.

– Existem normas que regem os processos de solda com aço inox?

Sim. Para soldagem em geral, a mais comum, o eletrodo a ser usado deve ser o 308-L.
Para soldagem de aço + inox, são necessários eletrodos 309-L.
Para soldagem de produtos usados na indústria alimentícia, hospitalar ou química, é imprescindível que o eletrodo usado seja o 316-L.

– Soldagem inox é mais indicada para que tipo de ambiente?

Ambiente industrial como: Indústria farmacêutica, indústria alimentícia. Para estruturas metálicas em geral usadas em residências, escolas, escritórios etc.

Arames de Solda: Saiba identificá-los

Quais são os tipos de arames usados para os trabalhos com soldagem?

Existem diversos tipos de arames, cada qual classificado em dois segmentos: arame sólido e arame tubular.

O que é necessário saber sobre arame sólido?

Os arames sólidos mais comumente usados têm diâmetro entre 0,6 a 1,6 mm. São feitos de maneira mais rústica, sem muita tecnologia envolvida. Normalmente, por conta do seu material mais pesado, só é possível trabalhar na posição 0 (soldagem plana e horizontal) de acordo com a AWS A5.20.
Esse tipo de arame demanda também de gás de proteção para que se tenha maior eficiência no trabalho, com a soldagem MIG e MAG, cada qual apresentando o gás de forma diferente.  Esses gases servem para proteger o metal de solda da atmosfera.
Na sessão arame sólido tem-se duas vertentes, arame sólido cobreado e arame sólido não cobreado.

Arame sólido cobreado versus Arame sólido não cobreado: Qual a diferença?

O arame sólido cobreado manganês-silício OK Outrod 12.51 da ESAB é destinado à soldagem com gás de proteção (MIG/MAG), trabalha com o ar do ambiente em que se está sendo trabalhado e com os gases de proteção do arame. Já o arame sólido não cobreado OK AristodRod 12.50 da ESAB, por ter um baixo teor de carbono, é ideal para trabalhar com o processo de soldagem GMAW, de aços de baixa liga ligado ao manganês e o molibdênio. O arame não cobreado evita receber cargas que influencie no trabalho, tendo como proteção o maçarico.

E sobre o arame tubular, o que se tem?

Arame tubular, conta com mais tecnologia, desenvolvido com diâmetros menores, entre 1,0 a 1,4, dependendo da marca e modelo. Tem-se esse nome por não ser feito como o arame sólido. Seu interior é constituído por fluídos, encapado por um por um invólucro metálico, fazendo com que tenha maior proteção, assim, não precisa de proteção gasosa como o arame sólido.
Lembrando que tudo depende de modelos e marcas, onde alguns são necessários a proteção gasosa.
Por ser um produto feito com materiais mais flexíveis, é possível trabalhar na posição 1 (soldagem em diversas posições) de acordo com a AWS A5.20. Tornando-se trabalhos mais produtivos.


Assim como o arame sólido, o arame tubular também tem as suas classificações.


Para ser mais explicativo, abordamos como exemplo, os modelos de arame tubular da ESAB. Cada arame tubular, em seu interior, recebe uma combinação de fluídos diferentes, feitos por cada fabricante, para cada tipo de aplicação. Abaixo alguns exemplos:

  • Arame Tubular OK Auto protegido: Esse tipo de arame não precisa de gás de proteção. Os fluídos em seu interior com o gás carbono (CO2) do ambiente, já proporcionam proteção para o trabalho de soldagem.
  • Arame Tubular Ok Tubrod com gás de Proteção: Como o próprio nome já diz, esse arame precisa de proteção gasosa. Quando começa o processo de soldagem, o arame solta um gás que protege a deposição do ar, não afetando na qualidade do trabalho.
  • Arame Tubular OK não metálico (Metal Cored): Esse arame é como um arame sólido, mas em seu interior é recebido o pó de fluídos metálicos, ou seja, não precisa de gás de proteção. Pela sua velocidade na soldagem, o arame tubular não metálico, proporciona maior produtividade nas tarefas
  • Arame Tubular OK com Fluxo não Metálico (Flux Cored): Os fluídos do interior desse arame proporciona a flexibilidade da soldagem, permitindo o trabalho em todas as posições, mas não proporciona por si só a proteção, sendo necessária a aplicação do gás no invólucro do arame.

Como se percebe nos exemplos acima, cada arame tem uma característica própria. O modo de transferência do metal de solda tem variações específicas comuns com a aplicação dos gases.  

Existem 3 formas de fazer a transferência do metal: aerossol, globular e por curto-circuito.

  • Transferência na forma aerossol: Ocorre de forma que se mistura a proteção em argônio com a corrente elevada do ar, para que a força de origem magnética passe a controlar o processo de transferência. A transferência em forma de aerossol, não dá muitos resultados na soldagem de juntas de maior espessura e para a soldagem na posição plana.
  • Transferência na forma globular: É feito como uma torneira pingando, porém nesse caso as gotas são de metal líquido, que fica com um diâmetro maior ao do próprio eletrodo, ao cair na superfície por conta da gravidade. Há uma grande ocorrência de respingos. Necessário o uso de luvas específicas (ver texto Luvas Térmicas). Essa transferência ocorre com corrente baixa (força magnética pequena) e elevada tensão (grande comprimento de arco).
  • Transferência na forma curto-circuito: É típica da soldagem com um pequeno comprimento de arco. Nesta, o eletrodo toca repetidamente de 20 a 200 vezes por segundo, a peça, ocorrendo um curto-circuito. Durante este, a corrente de soldagem se eleva rapidamente causando um aquecimento forte do eletrodo por efeito Joule, a sua fusão e a transferência de metal para a poça de fusão com a ruptura de uma parte do eletrodo e a reabertura do arco elétrico.

Qual a função do gás de proteção?

As funções principais do gás de proteção são proteger a poça de fusão (o arame derretido no local de junção da soldagem), contra a ação dos gases atmosféricos, principalmente o oxigênio, e promover uma atmosfera conveniente e ionizável para o arco elétrico. Caso haja contato de ar atmosférico com o metal aquecido em processo de solidificação, muitas variações da área soldada serão geradas, prejudicando a integridade e as propriedades mecânicas da junta trabalhada.

Algumas Siglas e Tipos de Soldagem

– O que significa FBTS?

FBTS é o órgão que regulamenta consumíveis de solda para uso em plataformas de petróleo. Os que são específicos e capazes de suportar a corrosão marítima por mais tempo.

– O que é soldagem MAG?

MAG (Metal Active Gas) é processo de soldagem com gases ativos normalmente em arames sólidos – acobreados ou não -, e em alguns tubulares – quando necessitam de proteção-.

– O que é soldagem MIG?

MIG (Metal Inert Gas) é o processo de soldagem com gases inertes, também em arames sólidos – acobreados ou não -, e em alguns tubulares – quando necessitam de proteção-.

– O que é soldagem TIG?

Soldagem TIG (Tungsten Inert Gas) é um processo de soldagem a arco elétrico com proteção gasosa, em que pode ser feito o adicionamento de metal ou não. Normalmente na forma de de um arame relativamente fino.

Episódio 06 – Série Especial EPI: Proteção para Cabeça

Muitos trabalhadores, principalmente na Construção Civil, ficam expostos a muitos riscos em seu ambiente de trabalho. O arquivo em anexo da NR-6, informa a relação de EPI’s a serem usados para proteger a cabeça, onde o capacete apresenta uma função fundamental para este fim.

 

• O que são?

O capacete de segurança é um equipamento de EPI imprescindível de proteção pessoal para diminuir os riscos de ferimentos graves em caso de acidente.  O objetivo principal é reduzir os efeitos causados pelo impacto de quedas, choque mecânico ou contra objetos na cabeça.  Para isso ele é composto por duas partes, o casco, parte de fora, geralmente feito em polietileno ou ABS de alta  densidade, e pela suspensão, que é composta por uma carneira e uma coroa, formando a  armação interna do capacete.

O capacete de proteção é muito utilizado em atividades nos mais variados segmentos industriais e nas áreas da construção civil,  já que muitos modelos oferecem, em graus variados, isolamento elétrico para a cabeça. Além disso, muitos protetores apresentam acessórios, como protetores auditivos ou  faciais, acoplados à sua base, tudo para oferecer mais proteção à cabeça do usuário.

 

• Tipos de capacete de Segurança do Trabalho.

Existem duas classes de capacetes que são divididas de acordo com suas especificações, todas de acordo com a NBR 8221;2003.

  • Os capacetes da Classe A: Indicados para uso geral, mas não devem ser utilizados em trabalhos que envolvam energia elétrica.
  • Os capacetes da Classe B: Possuem isolamento elétrico, podendo ser usado neste tipo de trabalho.

 

A NR-6 (Norma Regulamentadora) classifica os capacetes em três subdivisões conforme os riscos:

1) Capacetes de segurança para proteção contra impactos de objetos contra a cabeça;

2) Contra choques elétricos;

3) Contra riscos provenientes de calor, como trabalhos de combate a incêndio.

 

Subdivisão das classes:

Tipo I: Capacete com aba total.

Confeccionado com aba em todo o seu perímetro oferecendo assim maior área de proteção. Protege contra radiação solar, escorrimento de líquidos e também proporciona maior afastamento de possíveis contatos com energia elétrica.  Ideal para trabalhadores externos que passam a jornada de trabalho em exposição ao sol e variações climáticas como vento e chuva.

Tipo II: Capacete com aba frontal.

Possui aba somente na região frontal, oferecendo proteção ao rosto e olhos. É muito comum ver esse EPI usado na construção civil.

Tipo III: Capacete sem aba.

Protege principalmente contra impactos na cabeça. Inicialmente foi desenvolvido para a prática de esportes, mas é utilizado, atualmente, em muitas indústrias por ter um  formato compacto.

 

  • Hierarquia das cores.

Para que se possa identificar a função de cada um na obra, A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) padroniza as cores dos capacetes. Lembrando que, por não ter um documento oficial que veta a cor para determinada função, ficam em aberto as empresas escolherem as funções.

  •       Amarelo: O mais utilizado por todos, também o que proporciona maior visibilidade.
  •       Cinza: Engenheiros e Arquitetos.
  •      Branco: Mestre de obras e encarregados.
  •      Azul: Pedreiro.
  •      Verde: Servente e operários
  •     Vermelho: Carpinteiro.
  •     Laranja: Eletricista.
  •     Preto: Técnico em segurança do trabalho.
  •     Marrom: Visitantes.

 

  • Como escolher o capacete?

Para a seleção do capacete de segurança ideal é necessário levar alguns critérios em consideração. Antes de tudo verifique o fator mais importante, se o capacete possui o Certificado de aprovação (CA), comprovando se ele atende a NBR 8221;2003 e se ele foi testado e aprovado nos seguintes requisitos:

  • O capacete deve limitar a pressão exercida pelo impacto do encontro do crânio com o objeto, para isso, a suspensão (parte interna do capacete) precisa se encaixar  perfeitamente ao crânio, e o casco (parte externa) deve ser resistente a perfurações e deformações.
  • Os encaixes da suspensão devem ser reforçados, com as tiras perfeitamente encaixadas na carneira e com um ótimo ajuste do diâmetro na cabeça do usuário. Para assim reter a dissipação de energia que seria transmitida para a cabeça e pescoço através do impacto.
  • Verifique sempre se o capacete é compatível com o trabalho a ser realizado. Caso a atividade envolva energia elétrica é imprescindível que ele seja do tipo que protege  contra choques elétricos.
  •  Além do capacete, a NR-6 recomenda o uso de outro epi para proteção da cabeça: o capuz. A seleção do capuz também depende da atividade que será exercida: se precisa de proteção térmica, contra contato com produtos químicos ou proteção contra  equipamentos e maquinários.

 

 

Conheça outros EPI’s acompanhando nossos posts anteriores:

FAQ – Proteção em altura

O que é NR-35?

É uma norma que estabelece os requisitos mínimos de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.
Obs.: Considera-se trabalho com altura toda atividade executada acima de 2,00m do nível inferior, onde haja riscos de queda.

Ao fazermos a análise de riscos, podemos intervir nas situações inseguras regularizando o processo e tornando os trabalhos mais seguros.

Quais são os termos de trabalhos feitos em altura?

  • Ponto de ancoragem: ponto onde são instalados os dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabartes, objetivando a segurança do trabalhador.
  • Equipamento Conjugado: todo equipamento composto por vários dispositivos, sejam eles: talabartes, trava-quedas, cinturão de segurança, entre outros.
  • Suspensão inerte: situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de segurança, até o momento do socorro.

Quais são os principais dispositivos de segurança em altura?

  • Talabarte: É um epi usado em altura junto com o cinturão de paraquedistas e alpinistas na construção civil, na manutenção de fachadas e para trabalhos feitos em postes, podendo ser fabricado de diferentes formas e materiais. É um EPI obrigatório, como um dos equipamentos de proteção mais importantes para a realização de trabalhos feitos nas alturas.
    Há dois tipos de talabartes: os simples e os duplos. E dentre os duplos existem os talabartes em forma de V e Y, onde o mais conhecido entre os talabartes é o em forma de Y.
    Não é possível identificar qual é o melhor modelo para cada realidade de trabalho, mas sim conhecer as características de cada um dos modelos e com isso identificar o mais adequado à demanda da sua empresa, sendo que no Brasil, proibida a utilização de talabartes sem absorvedor de impacto para retenção de queda.
    O absorvedor de impacto suporta até 6KN (Kilonewton), ou 611,83 Kg (transformando nas medidas de quilogramas).
  • Trava-queda: O dispositivo trava-quedas é instalado em uma linha de vida (instalação de cordas ligadas a ancoragens), que vai acompanhando o trabalhador no seu trajeto. Caso o trabalhador caia, o objeto trava o funcionário na linha de vida.
    Existem diferentes tipos de trava-quedas, alguns são feitos para cordas – sempre verificar a qualidade e utilidade de cada tipo de corda – e outros para cabo de aço.
    Como se trata de um essencial dispositivo de segurança é importante se atentar as normas as quais normas estabelecidas pela ABNT ele segue.
  • Cinturão de Segurança: é um EPI de segurança obrigatório para trabalhos feitos acima de 2 metros. São feitos para se ajustar a parte abdominal do corpo do trabalhador, passando pelo tronco, ombros e pernas e contando com regulagens simples e rápidas. É o tipo de produto que pode ser usado com tipos diferentes de talabartes. Existem vários modelos de cinturão de segurança, feitos para cada exigência, onde todos atendem as normas da ABNT NBR 15836:2010 referente aos aspectos ergonômicos e deve suportar pelo menos até 140 kg.
  • Linha de Vida: São tubos metálicos de sustentação, em que é passada a corda. Nesses tubos são instalados os equipamentos de proteção para altura, para que o trabalhador possa se locomover com segurança.
    Existem dois tipos de linhas de vida com a necessidade de ancoragem: as temporais e as fixas, tanto para deslocamento vertical quanto deslocamento horizontal. A linha de vida tem pelo menos dois pontos de ancoragem.
  • Ancoragem: componentes definitivos ou temporários, dimensionados para suportar impactos de queda, aos qual o trabalhador possa conectar seu EPI, diretamente ou através de outro dispositivo, de modo a que permaneça conectado em caso de perda de equilíbrio, desfalecimento ou queda. Tem o mesmo objetivo da linha de vida e existem diversos modelos desse equipamento.
  • Cordas: as cordas para trabalhos feito com alturas acima de 2 metros possuem uma característica especifica para este tipo de trabalho, elas devem ser as cordas estáticas, que tem pouca elasticidade, diferente das cordas dinâmicas que tem o efeito ioiô. Existem cordas com diferentes cores e tamanhos, ajudando em cada tipo de necessidade nos trabalhos.
    A corda bombeiro da Plasmódia, por exemplo, tem seu material feito de poliamida, mais resistente do que a corda sintética. Por ser utilizada pelos bombeiros para fazer salvamentos em zonas de risco, acaba sendo conhecida como “corda da segurança”.
  • Mosquetão: É uma espécie de argola feita em aço ou alumínio ou metal, que se abre permitindo a passagem da corda, São produtos feitos em diversos tamanhos, formatos e cores. Até mesmo personalizados. Os formatos mais comuns são em formato de D, pera e oval. Os mais utilizados para trabalho são os feito em aço.
  • Descensor: é um dispositivo feito para controlar a descida nas cordas, quando feito atividades na vertical.
  • Ascensor: tem a mesma funcionalidade do descensor, mas com objetivo oposto, ele é um blocante para progressão em corda.
  • Capacete: Produto indispensável na segurança do trabalhador que trabalha nas alturas. Protege de quedas, de objetos que caiam durante as obras, por exemplo, e até mesmo das batidas que podem ocorrer nas estruturas. Sabemos que existem diversos tipos de capacetes de segurança, para trabalhos diferentes. Para quem trabalha nas alturas, o ideal, é comprar um capacete sem aba – para não atrapalhar a visão -, com um sistema de jugular de três pontos, que fica preso abaixo do queixo do profissional, evitando se soltar.
  • Cinto Porta-Objetos: Para que as ferramentas necessárias fiquem na cintura do trabalhador, deixando as mãos livres para facilitar a movimentação, é de extrema importância o uso deste equipamento.
  • Óculos: Nos trabalhos em altura, os óculos tem o objetivo de proteger os olhos de pequenos fragmentos, a luminosidade (do Sol ou do reflexo dos vidros espelhados) a finalidade de proteger os olhos de pequenos fragmentos, intensa luminosidade, radiação ultravioleta, radiação infravermelha e também contra respingos de produtos químicos.

O que fazer após o vencimento do C.A?

Normalmente, grandes empresas não deixam o C.A dos produtos vencerem, ainda mais em equipamentos de altura, onde o erro pode ser fatal. Mas, caso esse certificado de validade ultrapasse o tempo indicado, é responsabilidade do fabricante renová-lo. Caso você tenha algum EPI com o Certificado de Aprovação vencido, entre em contato com a marca fabricante.

Equipamentos de proteção em altura tem selo do INMETRO?

Sim, alguns equipamentos de proteção individual em altura possuem o selo do INMETRO para garantir a qualidade do produto após testes rígidos.
Os EPIs que possuem este selo são: Capacetes de segurança, luvas isolantes, cinturões de segurança, trava-quedas e talabartes.