Construção Civil Manutenção Predial

FAQ – Proteção em altura

Escrito por flavaccaro

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O que é NR-35?

É uma norma que estabelece os requisitos mínimos de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.
Obs.: Considera-se trabalho com altura toda atividade executada acima de 2,00m do nível inferior, onde haja riscos de queda.

Ao fazermos a análise de riscos, podemos intervir nas situações inseguras regularizando o processo e tornando os trabalhos mais seguros.

Quais são os termos de trabalhos feitos em altura?

  • Ponto de ancoragem: ponto onde são instalados os dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabartes, objetivando a segurança do trabalhador.
  • Equipamento Conjugado: todo equipamento composto por vários dispositivos, sejam eles: talabartes, trava-quedas, cinturão de segurança, entre outros.
  • Suspensão inerte: situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de segurança, até o momento do socorro.

Quais são os principais dispositivos de segurança em altura?

  • Talabarte: É um epi usado em altura junto com o cinturão de paraquedistas e alpinistas na construção civil, na manutenção de fachadas e para trabalhos feitos em postes, podendo ser fabricado de diferentes formas e materiais. É um EPI obrigatório, como um dos equipamentos de proteção mais importantes para a realização de trabalhos feitos nas alturas.
    Há dois tipos de talabartes: os simples e os duplos. E dentre os duplos existem os talabartes em forma de V e Y, onde o mais conhecido entre os talabartes é o em forma de Y.
    Não é possível identificar qual é o melhor modelo para cada realidade de trabalho, mas sim conhecer as características de cada um dos modelos e com isso identificar o mais adequado à demanda da sua empresa, sendo que no Brasil, proibida a utilização de talabartes sem absorvedor de impacto para retenção de queda.
    O absorvedor de impacto suporta até 6KN (Kilonewton), ou 611,83 Kg (transformando nas medidas de quilogramas).
  • Trava-queda: O dispositivo trava-quedas é instalado em uma linha de vida (instalação de cordas ligadas a ancoragens), que vai acompanhando o trabalhador no seu trajeto. Caso o trabalhador caia, o objeto trava o funcionário na linha de vida.
    Existem diferentes tipos de trava-quedas, alguns são feitos para cordas – sempre verificar a qualidade e utilidade de cada tipo de corda – e outros para cabo de aço.
    Como se trata de um essencial dispositivo de segurança é importante se atentar as normas as quais normas estabelecidas pela ABNT ele segue.
  • Cinturão de Segurança: é um EPI de segurança obrigatório para trabalhos feitos acima de 2 metros. São feitos para se ajustar a parte abdominal do corpo do trabalhador, passando pelo tronco, ombros e pernas e contando com regulagens simples e rápidas. É o tipo de produto que pode ser usado com tipos diferentes de talabartes. Existem vários modelos de cinturão de segurança, feitos para cada exigência, onde todos atendem as normas da ABNT NBR 15836:2010 referente aos aspectos ergonômicos e deve suportar pelo menos até 140 kg.
  • Linha de Vida: São tubos metálicos de sustentação, em que é passada a corda. Nesses tubos são instalados os equipamentos de proteção para altura, para que o trabalhador possa se locomover com segurança.
    Existem dois tipos de linhas de vida com a necessidade de ancoragem: as temporais e as fixas, tanto para deslocamento vertical quanto deslocamento horizontal. A linha de vida tem pelo menos dois pontos de ancoragem.
  • Ancoragem: componentes definitivos ou temporários, dimensionados para suportar impactos de queda, aos qual o trabalhador possa conectar seu EPI, diretamente ou através de outro dispositivo, de modo a que permaneça conectado em caso de perda de equilíbrio, desfalecimento ou queda. Tem o mesmo objetivo da linha de vida e existem diversos modelos desse equipamento.
  • Cordas: as cordas para trabalhos feito com alturas acima de 2 metros possuem uma característica especifica para este tipo de trabalho, elas devem ser as cordas estáticas, que tem pouca elasticidade, diferente das cordas dinâmicas que tem o efeito ioiô. Existem cordas com diferentes cores e tamanhos, ajudando em cada tipo de necessidade nos trabalhos.
    A corda bombeiro da Plasmódia, por exemplo, tem seu material feito de poliamida, mais resistente do que a corda sintética. Por ser utilizada pelos bombeiros para fazer salvamentos em zonas de risco, acaba sendo conhecida como “corda da segurança”.
  • Mosquetão: É uma espécie de argola feita em aço ou alumínio ou metal, que se abre permitindo a passagem da corda, São produtos feitos em diversos tamanhos, formatos e cores. Até mesmo personalizados. Os formatos mais comuns são em formato de D, pera e oval. Os mais utilizados para trabalho são os feito em aço.
  • Descensor: é um dispositivo feito para controlar a descida nas cordas, quando feito atividades na vertical.
  • Ascensor: tem a mesma funcionalidade do descensor, mas com objetivo oposto, ele é um blocante para progressão em corda.
  • Capacete: Produto indispensável na segurança do trabalhador que trabalha nas alturas. Protege de quedas, de objetos que caiam durante as obras, por exemplo, e até mesmo das batidas que podem ocorrer nas estruturas. Sabemos que existem diversos tipos de capacetes de segurança, para trabalhos diferentes. Para quem trabalha nas alturas, o ideal, é comprar um capacete sem aba – para não atrapalhar a visão -, com um sistema de jugular de três pontos, que fica preso abaixo do queixo do profissional, evitando se soltar.
  • Cinto Porta-Objetos: Para que as ferramentas necessárias fiquem na cintura do trabalhador, deixando as mãos livres para facilitar a movimentação, é de extrema importância o uso deste equipamento.
  • Óculos: Nos trabalhos em altura, os óculos tem o objetivo de proteger os olhos de pequenos fragmentos, a luminosidade (do Sol ou do reflexo dos vidros espelhados) a finalidade de proteger os olhos de pequenos fragmentos, intensa luminosidade, radiação ultravioleta, radiação infravermelha e também contra respingos de produtos químicos.

O que fazer após o vencimento do C.A?

Normalmente, grandes empresas não deixam o C.A dos produtos vencerem, ainda mais em equipamentos de altura, onde o erro pode ser fatal. Mas, caso esse certificado de validade ultrapasse o tempo indicado, é responsabilidade do fabricante renová-lo. Caso você tenha algum EPI com o Certificado de Aprovação vencido, entre em contato com a marca fabricante.

Equipamentos de proteção em altura tem selo do INMETRO?

Sim, alguns equipamentos de proteção individual em altura possuem o selo do INMETRO para garantir a qualidade do produto após testes rígidos.
Os EPIs que possuem este selo são: Capacetes de segurança, luvas isolantes, cinturões de segurança, trava-quedas e talabartes.

 

Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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