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Entenda as principais diferenças entre os tipos de capacetes e saiba qual escolher

Escrito por Fernanda Silva

Existem muitos EPIs usados na construção civil, dentre eles, o capacete é um dos mais importantes. Saiba a função de cada um deles e faça a melhor escolha.

Muitos trabalhadores, principalmente na Construção Civil, ficam expostos a muitos riscos em seu ambiente de trabalho. O arquivo em anexo da NR-6, informa a relação de EPI’s a serem usados para proteger a cabeça, onde o capacete apresenta uma função fundamental para este fim.

 

• O que são?

O capacete de segurança é um equipamento de EPI imprescindível de proteção pessoal para diminuir os riscos de ferimentos graves em caso de acidente.  O objetivo principal é reduzir os efeitos causados pelo impacto de quedas, choque mecânico ou contra objetos na cabeça.  Para isso ele é composto por duas partes, o casco, parte de fora, geralmente feito em polietileno ou ABS de alta  densidade, e pela suspensão, que é composta por uma carneira e uma coroa, formando a  armação interna do capacete.

O capacete de proteção é muito utilizado em atividades nos mais variados segmentos industriais e nas áreas da construção civil,  já que muitos modelos oferecem, em graus variados, isolamento elétrico para a cabeça. Além disso, muitos protetores apresentam acessórios, como protetores auditivos ou  faciais, acoplados à sua base, tudo para oferecer mais proteção à cabeça do usuário.

 

• Tipos de capacete de Segurança do Trabalho.

Existem duas classes de capacetes que são divididas de acordo com suas especificações, todas de acordo com a NBR 8221;2003.

  • Os capacetes da Classe A: Indicados para uso geral, mas não devem ser utilizados em trabalhos que envolvam energia elétrica.
  • Os capacetes da Classe B: Possuem isolamento elétrico, podendo ser usado neste tipo de trabalho.

A NR-6 (Norma Regulamentadora) classifica os capacetes em três subdivisões conforme os riscos:

1) Capacetes de segurança para proteção contra impactos de objetos contra a cabeça;

2) Contra choques elétricos;

3) Contra riscos provenientes de calor, como trabalhos de combate a incêndio.

Subdivisão das classes:

Tipo I: Capacete com aba total.

Confeccionado com aba em todo o seu perímetro oferecendo assim maior área de proteção. Protege contra radiação solar, escorrimento de líquidos e também proporciona maior afastamento de possíveis contatos com energia elétrica.  Ideal para trabalhadores externos que passam a jornada de trabalho em exposição ao sol e variações climáticas como vento e chuva. 

Tipo II: Capacete com aba frontal.

Possui aba somente na região frontal, oferecendo proteção ao rosto e olhos. É muito comum ver esse EPI usado na construção civil.

Tipo III: Capacete sem aba.

Protege principalmente contra impactos na cabeça. Inicialmente foi desenvolvido para a prática de esportes, mas é utilizado, atualmente, em muitas indústrias por ter um  formato compacto.

 

  • Hierarquia das cores.

Para que se possa identificar a função de cada um na obra, A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) padroniza as cores dos capacetes. Lembrando que, por não ter um documento oficial que veta a cor para determinada função, ficam em aberto as empresas escolherem as funções.

  •       Amarelo: O mais utilizado por todos, também o que proporciona maior visibilidade.
  •       Cinza: Engenheiros e Arquitetos.
  •      Branco: Mestre de obras e encarregados.
  •      Azul: Pedreiro.
  •      Verde: Servente e operários
  •     Vermelho: Carpinteiro.
  •     Laranja: Eletricista.
  •     Preto: Técnico em segurança do trabalho.
  •     Marrom: Visitantes.

  • Como escolher o capacete?

Para a seleção do capacete de segurança ideal é necessário levar alguns critérios em consideração. Antes de tudo verifique o fator mais importante, se o capacete possui o Certificado de aprovação (CA), comprovando se ele atende a NBR 8221;2003 e se ele foi testado e aprovado nos seguintes requisitos:

  • O capacete deve limitar a pressão exercida pelo impacto do encontro do crânio com o objeto, para isso, a suspensão (parte interna do capacete) precisa se encaixar  perfeitamente ao crânio, e o casco (parte externa) deve ser resistente a perfurações e deformações.
  • Os encaixes da suspensão devem ser reforçados, com as tiras perfeitamente encaixadas na carneira e com um ótimo ajuste do diâmetro na cabeça do usuário. Para assim reter a dissipação de energia que seria transmitida para a cabeça e pescoço através do impacto.
  • Verifique sempre se o capacete é compatível com o trabalho a ser realizado. Caso a atividade envolva energia elétrica é imprescindível que ele seja do tipo que protege  contra choques elétricos.
  •  Além do capacete, a NR-6 recomenda o uso de outro epi para proteção da cabeça: o capuz. A seleção do capuz também depende da atividade que será exercida: se precisa de proteção térmica, contra contato com produtos químicos ou proteção contra  equipamentos e maquinários.

 

 

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Fernanda Silva

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