Construção Civil Indústria

6 estratégias para redução de acidente de trabalho

Escrito por flavaccaro

Entender os acidentes de trabalho e suas principais causas é o primeiro passo para atuar na prevenção e sua consequente redução. Os números mundiais são preocupantes: dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados em abril de 2017, mostram que cerca de 2,3 milhões de pessoas morrem e 300 milhões ficam feridos todos os anos no mundo em acidentes de trabalho.

banner-para-apresentacao-de-epi-com-capacete-de-seguranca-oculos-de-protecao-e-cinto-paraquedista

 

O levantamento da OIT revela ainda que a cada cinco minutos, cerca de 20 trabalhadores morrem em decorrência desses acidentes. Além de serem estatísticas alarmantes, considerando a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos profissionais, a OIT estima ainda um enorme custo para as empresas. Os acidentes de trabalho consomem cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo — dias perdidos e gastos com saúde, pensões, reabilitação e reintegração.

No Brasil, a situação também é grave, ainda que o número de casos tenha diminuído 14% entre 2013 e 2015, passando de 725 mil registros de acidentes de trabalho para 612 mil, de acordo com a Previdência Social. Entende-se que essa redução pode estar atrelada à falta de registros e não a um cenário mais positivo.

Fique atento às estratégias que reunimos aqui e podem contribuir para a diminuição de acidentes de trabalho na sua empresa.

homem-com-chave-fazendo-manutencao-em-maquinario-industrial

 

1. Importância do uso dos EPIs

Os EPIs são equipamentos de proteção individual que devem ser fornecidos pelas empresas para garantir a segurança de seus funcionários. A necessidade de uso muda de acordo com a atividade desempenhada e a função de cada profissional. Portanto, as empresas devem investir em EPIs para a região da cabeça e face, para os olhos, ouvidos, nariz, membros superiores e inferiores.

É importante ainda atuar no incentivo aos funcionários para que eles usem os EPIs como garantia de segurança e integridade durante o desempenho de suas atividades, ajudando ainda na redução de acidentes de trabalho.

2. Rigidez na fiscalização dos EPIs

Além de fornecer e incentivar o uso de EPIs, as empresas também precisam atuar na fiscalização desses equipamentos. Eles devem estar constantemente próprios para uso, em boas condições e dentro do prazo de validade.

As organizações, bem como os órgãos como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Secretaria de Inspeção do Trabalho e o Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho devem atuar com rigidez na fiscalização e não abrir precedentes para que os funcionários improvisem e encontrem outras formas de realizar sua tarefas sem a devida segurança.

O ideal é que a gerência ou supervisão de cada área da empresa monitore o estoque dos EPIs, seu uso e sua preservação — caso não seja descartável —, verificando a necessidade de trocá-los e ou de comprar novos equipamentos.

3. Educação e conscientização dos profissionais

Além de exigir o uso de EPIs, as empresas devem oferecer treinamentos para educar e orientar funcionários. É importante embutir neles a cultura do monitoramento para que o uso desses equipamentos se torne habitual e indispensável à rotina profissional — e ainda tirar eventuais dúvidas dos funcionários que não sabem usá-los corretamente.

As empresas devem ter técnicos de segurança capazes de acompanhar os profissionais em suas tarefas cotidianas, além de auxiliar cada colaborador e equipe de acordo com a realidade da empresa.

4. Sinalização de locais perigosos

Outra estratégia relevante para a redução de acidente de trabalho é a sinalização preventiva na empresa. Todo e qualquer lugar que ofereça risco — ambientes confinados, locais sujeitos à presença de gases, espaços com restrição devido à operação de máquinas ou mesmo pisos molhados e escorregadios — deve ser sinalizado para evitar acidentes.

Outra sinalização relevante é das saídas de emergência, que devem ser perceptíveis a todos. É importante que toda sinalização seja simples e eficaz, facilmente interpretada por todos que transitam e trabalham no ambiente. Além de sinalizar os locais, vale apresentar o significado de cada placa e a lógica da sinalização para todos os funcionários da organização.

5. Cuidados com ergonomia

Ergonomia é o conjunto de ações e estudos científicos das condições de trabalho humano e das relações entre homens e máquinas. É o ajuste do trabalhador às condições laborais, por meio de tecnologias e métodos que ajudam na otimização e segurança do trabalho.

Sendo assim, as empresas precisam investir em cuidados com a ergonomia, ou seja, em manter ambientes de trabalho confortáveis e seguros, principalmente porque essas condições estão diretamente relacionadas à produtividade, a menor incidência de acidentes de trabalho e à diminuição de prejuízos econômicos e sociais.

As medidas mais indicadas são o fornecimento de EPIs, de equipamentos que permitam aos funcionários uma boa postura na execução de tarefas e mobiliário adaptado.

6. Ações de saúde e bem-estar

Além dessas medidas, são recomendadas ações como o incentivo às pausas durante o dia de trabalho para realizar alongamentos, à realização de atividades que fortalecem a musculatura e à postura correta no ambiente de trabalho, como ginástica laboral, quick massage, academia corporativa, fisioterapia preventiva, entre outras.

NR 17 prevê a adaptação das condições de trabalho de cada empresa às características psicofisiológicas dos profissionais. Para seguir essa norma regulamentadora, as empresas devem focar em ações para oferecer o máximo de conforto, segurança e desempenho aos seus funcionários.

Em 2015, foi lançada a Estratégia Nacional para Redução de Acidentes do Trabalho, iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para ampliar a atuação do Estado na segurança e saúde do trabalho, de modo a melhorar as estatísticas brasileiras.

De acordo com estudos dessa estratégia, os segmentos de mais alto risco, ou seja, mais afetados, foram a indústria extrativa, a de fabricação de produtos minerais não metálicos, a de transportes e a construção civil.

Ela é focada nos 4 principais eixos: intensificação das ações fiscais, Pacto Nacional para Redução dos Acidentes e Doenças do Trabalho no Brasil, Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho e ampliação das análises de acidentes do trabalho realizadas pelos auditores fiscais.

Entendeu a importância de reduzir acidentes de trabalho na sua empresa? Se você gostou das nossas dicas e estratégias, compartilhe o conteúdo nas redes sociais!

Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

Deixar comentário.

Share This