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Respiradores pff2, pff1 e pff3: entenda suas diferenças

Escrito por flavaccaro

Uma questão significativa é proteção respiratória. Isso acontece porque, em muitas atividades, existem contaminantes que ficam suspensos no ar e tipos de gases que afetam a saúde do colaborador. Quando o ar não é puro e os trabalhadores não utilizam os equipamentos de proteção individual (EPIs) corretos, podem acontecer irritações, indisposições e outros problemas de saúde.

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Dessa forma, o uso dos protetores PFF1, PFF2 e PFF3 é essencial para a segurança de todos. Você sabe o que eles são e quais são as suas diferenças? Este post vai explicar esses conceitos e mostrar como os respiradores ajudam a melhorar a performance da sua equipe. Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

O que é PFF?

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As Peças Faciais Filtrantes (PFFs) são equipamentos de proteção individual que cobrem o nariz e a boca dos usuários. São filtros mecânicos ou máscaras descartáveis constituídas por microfibras sintéticas dispostas em várias camadas e têm o objetivo de reter os materiais particulados.

Existem diferentes padrões de proteção. Cada um deles é baseado nas estipulações da NBR 13.698, de 2011. Os dois parâmetros avaliados são a resistência à passagem do ar (perda de carga) e a penetração de partículas.

Quais são as diferenças entre os respiradores PFF1, PFF2 e PFF3?

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Cada tipo de situação de trabalho exige características e níveis de proteção diferentes. A eficiência do filtro depende do tamanho, da forma e da velocidade da partícula. O uso de equipamentos errados coloca em risco a vida dos funcionários e a continuidade das atividades exercidas por eles.

Os filtros são classificados em P1, P2 e P3, e as peças semifaciais filtrantes em PFF1, PFF2 e PFF3, conforme satisfaçam as exigências de penetração do aerossol de ensaio e de resistência à respiração especificadas nas normas técnicas ABNT NBR 13.697 e ABNT NBR 13.698, respectivamente.

É extremamente importante conhecer as diferenças entre os modelos e quando eles devem ser utilizados. Confira, abaixo, cada um desses casos e evite erros.

PFF1

O respirador PFF1 é usado na presença de poeiras, névoas e neblinas. As poeiras surgem quando um material sólido é quebrado, triturado ou moído. O tempo de suspensão da partícula é inversamente proporcional ao seu tamanho, ou seja, quanto menor ela for, por mais tempo ficará suspensa no ar.

Na maioria dos casos, concentram-se em faixas de tamanho superiores a 1 micrômetro e a sua concentração é alta.

Já as névoas são constituídas por partículas líquidas em forma de gotículas suspensas na atmosfera e também são geradas por processos mecânicos, como a ruptura física de líquidos durante os processos de pulverização e borbulhamento.

As neblinas surgem a partir da condensação na atmosfera de pequenas partículas líquidas por processos térmicos.

Elas aparecem no início da manhã em ambientes com alta umidade do ar. Em uma situação industrial, elas surgem em operações com banhos químicos a quente em peças metálicas ou plásticas.

PFF2

Esse modelo de respirador deve ser utilizado por trabalhadores que ficam em contato com fumos e outros agentes biológicos.

Os fumos surgem quando um plástico ou metal é aquecido (fundido), vaporizado ou resfriado rapidamente. Com isso, são criadas partículas muito finas, que ficam suspensas no ar. Eles também são originados a partir de materiais sólidos.

PFF3

Em situações mais extremas, os trabalhadores estão sujeitos à ação de partículas tóxicas. Nessas horas, a proteção é fundamental, fazendo do PFF3 a melhor escolha. Além disso, em alguns casos, não se conhece a toxicidade do material. Mesmo assim, o PFF3 apresenta bons resultados e protege os seus usuários.

Como é feita a manutenção desses equipamentos?

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Os filtros acima são respiradores sem manutenção, ou seja, a própria peça é filtrante. Com isso, você não precisa se preocupar com reparos. Entretanto, a vida útil de cada um deles precisa ser respeitada, para que acidentes não aconteçam.

Esse critério varia de acordo com o modelo adotado e com as características do contaminante — como a sua concentração —, a frequência respiratória e a conservação do produto.

O profissional responsável pela segurança do trabalho deve atuar com muita eficiência para avaliar as condições de uso e determinar ou não a troca do aparelho.

De qualquer forma, existem algumas questões que podem ajudá-lo. O filtro mecânico precisa ser trocado sempre que o usuário perceber um aumento na dificuldade de respiração. Isso ocorre quando ele está entupido, dificultando a passagem de ar.

Além do mais, ele deve ser trocado quando acontecer um dano físico na sua estrutura, como quando ele for rasgado ou tiver o elástico solto ou rompido. Lembre-se também de que o cheiro excessivo do contaminante pode indicar o momento para a troca.

Quais são os tipos de gases que podem afetar a saúde do trabalhador?

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Os riscos químicos são aqueles em que substâncias, produtos ou compostos podem contaminar o trabalhador, penetrando sua pele, sendo ingeridos ou inalados. Existem diversos tipos de gases nessa categoria e, por isso, medidas de segurança devem ser tomadas. Quer saber quais são eles? Veja a seguir!

Gases asfixiantes simples

Os gases asfixiantes simples não são considerados elementos tóxicos. O que os leva a gerar riscos para a saúde do trabalhador são os ambientes confinados. Ou seja, eles reduzem a quantidade de oxigênio do ambiente, e a consequência pode ser a asfixia.

O maior exemplo é o gás metano, quando presente em espaço confinado. Além de ele diminuir a concentração do oxigênio, é altamente inflamável. Para a saúde humana, ele também pode causar sonolência e perda da consciência.

Gases asfixiantes químicos

Os tipos de gases nessa categoria reduzem a capacidade do ser humano de absorver oxigênio e diminuem a concentração dele no ambiente. A toxicidade conferida nesses elementos impede que a substância essencial em nosso corpo chegue até os órgãos vitais. Confira:

Monóxido de carbono

O monóxido de carbono é tão tóxico, que pode levar à morte mesmo em volumes inferiores a 1%. Ele é liberado ao realizar a queima de qualquer material que tenha o elemento carbono em sua composição (podemos citar a gasolina, o carvão, a madeira etc.).

Ele é muito difícil de identificar no ambiente sem verificações adequadas, com detectores. Por isso, é um perigo silencioso.

Sulfeto de hidrogênio

A propagação desse gás é rápida e violenta. Ele se instaura nas partes mais baixas do ambiente e pode causar a morte em questão de segundos. Tem cheiro forte e pode ser verificado pelo olfato, porém, devido a seu alto perigo, não pode ser inalado.

Até mesmo em baixas concentrações, causa queimação nos olhos, no nariz, no sistema respiratório e na garganta, gerando tosse.

Estar exposto prolongadamente a esse agente gera dor de cabeça e nos olhos, perda do peso, grande irritabilidade e fadiga.

Gases irritantes

O diferencial desses tipos de gases é que eles atuam causando a queimadura da pele, dos olhos e do sistema respiratório. Ainda que em baixa concentração, geram edemas na superfície dessas áreas. Tal agressividade dos químicos faz com que eles sejam facilmente identificados, pois o desconforto é praticamente instantâneo. Eles são:

Amônia

Esse produto é aplicado em sistemas de refrigeração. A gravidade da lesão depende da contaminação. Ela pode ir de uma simples irritação à completa destruição do tecido. Em contato com o pulmão, por exemplo, pode levar à congestão pulmonar e à morte.

Cloro

Os gases do cloro podem parecer inofensivos, dada a familiaridade que temos com o produto. Porém, seus efeitos quando há longa exposição a um grande volume são altíssimos.

Ele provoca nos indivíduos a sensação de estar sufocado, dor no peito e de estômago, tosse, secreções de catarro com sangue, náuseas, vômito e, em casos mais graves, podem ocorrer edemas pulmonares.

Ozônio

Esse tipo de gás se faz muito presente na soldagem. Ele tem efeito de irritação severa nas mucosas. Embora seja incolor, tem um cheiro muito característico, facilmente identificável.

Seus efeitos diminuem a acuidade visual, levam a tosse e falta de ar. Em casos mais graves, a contaminação provoca constrições torácicas, perturbação na coordenação motora e, caso a concentração seja muito alta, até mesmo a morte.

Ácido fluorídrico

O ácido fluorídrico é bastante utilizado na indústria e na agricultura. No entanto, ele pode ser extremamente prejudicial à saúde. O contato com vapores desse químico pode causar queimaduras e até a corrosão da pele e dos ossos.

Gases anestésicos

Esse tipo de gás provoca efeitos que geram a perda da sensibilidade. Eles têm efeito depressivo no sistema nervoso central e provocam danos a diversos órgãos. Um grande exemplo é o óxido nitroso. Veja!

Óxido Nitroso

O óxido nitroso é comumente utilizado em anestesias. Ele pode ser facilmente inalado em conjunto com o ar ou com oxigênio. A NR15 não determina limites de exposição. Porém, no ambiente laboral, ele só deve ser usado em espaços com a concentração mínima de 18% de oxigênio.

Quando a medição do ambiente indicar uma quantidade de oxigênio inferior, as condições são consideradas de risco grave. Caso haja a superexposição, o químico causa a asfixia e demais efeitos colaterais, como náusea, pressão na testa, perda de consciência e também a morte.

Esses são apenas alguns exemplos de gases que podem ocorrer nos ambientes laborais e que carecem de equipamentos de segurança adequados para estar em contato. Conhecer quais elementos do tipo são encontrados na sua atividade é essencial para evitar danos para a saúde dos trabalhadores.

Em ambientes confinados, essa preocupação com a saúde respiratória deve ser mais acirrada. Afinal, há o grande risco de asfixia e problemas mais graves. O papel da empresa é monitorar esses perigos e ter todos os equipamentos de proteção indicados para contê-los.

Como evitar a contaminação dos trabalhadores por diversos tipos de gases?

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A maioria dos gases tem ação silenciosa, ou sua contaminação é tão devastadora que, mesmo sendo possível identificá-los, qualquer exposição é muito perigosa. A situação se agrava nos ambientes confinados, em que a proporção de oxigênio em relação a algumas das substâncias precisa ser monitorada, para evitar asfixia.

Por isso, para não incorrer em situações de risco, a Norma Regulamentadora 33 determina quais são os protocolos e diretrizes para que o contato com tais vapores não seja prejudicial aos funcionários do local.

Não é possível precisar quais gases podem se desenvolver em um ambiente e se a sua concentração é prejudicial. Por isso, a empresa deve solicitar que empresas especializadas nesse assunto verifiquem suas atividades e discriminem quais substâncias estão presentes e carecem de medidas de segurança.

Como já citamos, as medições dos níveis devem ser feitas de maneira profissional, utilizando equipamentos que monitorem os índices adequadamente e sem oferecer perigos.

Vale lembrar que as empresas têm a obrigação legal de oferecer os equipamentos de proteção individual para que os colaboradores que precisarem estar em contato com essas substâncias minimizem ou anulem seus riscos.

É papel da segurança do trabalho verificar quais são os gases nocivos que fazem parte da atividade laboral. A partir daí, ela deve buscar pelos respiradores e demais EPIs adequados para o contato com qualquer um dos agentes ou químicos que provocam efeitos negativos.

Qual é a importância de usar o respirador correto?

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O bem mais precioso que uma empresa tem é a sua equipe de colaboradores. Sem ela, todas as atividades são paralisadas e os objetivos não são alcançados. Por isso, um profissional de segurança do trabalho tem um importante papel.

A escolha do respirador correto deve ser baseada em critérios determinados e que respeitam as exigências normativas. O Ensaio de Vedação ajuda a encontrar o modelo que apresenta a selagem adequada ao rosto do usuário, evitando a passagem de contaminantes.

Além disso, analise muito bem as condições e os materiais existentes em cada atividade e determine o modelo correto a ser empregado por seus funcionários. Nunca utilize apenas o fator financeiro para tomar as suas decisões. Encontre um fornecedor de EPIs com muita experiência e qualidade. Escolha sempre os respiradores adequados aos tipos de gases a que os trabalhadores estão expostos e evite danos!

Agora que você já sabe mais sobre a importância do uso e as diferenças entre os respiradores PFF1, PFF2 e PFF3, entre no site do Gaveteiro e conheça os produtos que oferecemos!

Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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