Dicas do Gaveteiro

Simulação de fuga: como se organizar para emergências?

Flavia Vaccaro
Escrito por Flavia Vaccaro

A segurança do trabalho já se tornou uma importante área para o bom desempenho de qualquer empresa. Isso acontece porque ela é fundamental para proteger os funcionários e os bens da organização. Portanto, o ambiente de trabalho deve ser preparado para respeitar as regras e proporcionar boas condições para as pessoas envolvidas em seus setores.

imagens-ilustrativa-de-luvas-a-ser-usadas-na-cozinha-epi-em-latex-e-antitermica-mais-usada-na-cozinha-industrial

Em um plano de fuga, a participação de todos os profissionais da empresa se faz necessária. Eles precisam estar conscientes sobre as ações que devem ser tomadas em cada situação, garantindo o menor dano possível em eventuais emergências.

Além de toda essa preparação, é essencial o reforço com treinamentos e aperfeiçoamentos sobre fatores da segurança do trabalho. De maneira geral, é imperativo estar preparado para adotar medidas corretas, gerando uma evacuação com segurança.

A elaboração de um plano de fuga é de vital importância para qualquer organização. Continue a leitura deste post e entenda um pouco mais sobre o assunto!

Qual é a importância do plano de fuga na empresa?

pessoas-organizando-uma-simulacao-de-fuga-na-empresa-para-segurança-dos-trabalhadores

Imagine a seguinte situação: em um dia qualquer, acontece um vazamento na sua empresa e começa um incêndio. De uma forma geral, os seus funcionários estariam preparados para sair do edifício em segurança? Eles saberiam o que fazer? Se a resposta for negativa, está na hora de mudar alguns conceitos de gestão.

Elaborar um plano de rota de fuga significa planejar a retirada das pessoas dos seus postos de trabalho em situações de emergência, garantido a segurança e a integridade de todos.

Esse plano precisa ser bem-estruturado a fim de evacuar os funcionários de forma rápida e eficiente. Portanto, cada profissional de segurança do trabalho deve analisar o seu ambiente e determinar as melhores práticas e atitudes a serem tomadas.

Lembre-se também de que o plano de fuga da empresa contempla as questões de combate a incêndio, contenção de vazamento de produtos químicos, primeiros socorros e atendimento a acidentes com vítimas.

Como é feita a elaboração de um plano de emergência?

Antes de tomar qualquer atitude, é preciso fazer uma avaliação e a descrição dos cenários emergências de uma empresa. Nessas horas, todo o setor produtivo deve ser analisado, levando em consideração os equipamentos, os produtos e as técnicas utilizadas pelos funcionários.

O ponto de partida está relacionado à identificação das possíveis causas de acidentes e as consequências que eles podem causar. Quando a emergência é um incêndio, é preciso saber quais são os tipos de placas de incêndios que existem na empresa, por exemplo.

Ao fazer esse levantamento, você tem informações valiosas para fazer um plano de emergência que contemple todos os casos que possam acontecer. Qualquer tipo de improvisação coloca em risco a vida de várias pessoas, por isso tenha muito cuidado.

Nem toda empresa precisa elaborar um plano de emergência, já que isso depende do tamanho do prédio, da quantidade de pessoas e do ramo da atividade. Em todos os casos, você deve seguir as orientações do corpo de bombeiros e a legislação local.

De que forma é feita a estruturação das rotas de fuga?

Ela é definida para facilitar o acesso à saída do prédio. Portanto, cada caso apresenta características específicas. De preferência, ela deve ocorrer em corredores largos, com iluminação de emergência e sinalização com material fotoluminescente.

As portas corta-fogo também são elementos essenciais para assegurar uma saída tranquila e evitar a propagação do fogo. Além do mais, a rota de fuga também é baseada nas determinações da legislação local.

Quais EPIs devem estar acessíveis para emergências?

Cada tipo de atividade exige o uso de EPIs específicos. Se for uma situação com produto químico, como tintas e solventes, pode ser necessária uma proteção com luvas e respiradores específicos adequados à natureza do produto.

Muitos se enganam ao acreditar que as situações emergenciais só acontecem em caso de incêndio. A prestação de socorro a uma vítima demanda cuidados especiais, como o posicionamento correto da pessoa e o uso de EPIs de primeiros socorros, como a luva cirúrgica, a máscara, o colar cervical e os diversos tipos de talas.

Esse kit emergencial pode ser montado em uma mochila e posicionado em um local de fácil acesso a todos, como em armário ou algum ponto estratégico dentro da empresa.

Por que a simulação de fuga é importante?

Na maioria dos casos, uma situação de emergência pega muitas pessoas desprevenidas. Nesses casos, muitos perdem o controle da situação e agem de impulsivamente. Essas atitudes são altamente prejudiciais, pois colocam em risco a segurança de vários outros indivíduos.

A criação de rotas de fugas é uma ótima maneira para preparar e mostrar as melhores práticas a serem tomadas nessas ocasiões.

Como montar um bom plano de fuga para emergências?

Agora que você já entendeu a importância de um plano de fuga, saiba como criá-lo de maneira eficiente em sua empresa:

Avalie os riscos internos e externos

Para criar um plano que alcance a redução dos impactos negativos e permita que a empresa sofra os menores danos possíveis, você deve primeiro estabelecer as principais fontes de riscos, tanto internas quanto externas.

Riscos internos

São aqueles ligados diretamente às atividades internas da empresa. Ou seja, as ameaças que os próprios equipamentos e ferramentas utilizadas no dia a dia trazem para os trabalhadores, como:

  • aparelhos de ar-condicionado;
  • fontes de energia;
  • refeitórios.

Riscos externos

Estão associados a questões macroambientes, como fenômenos climáticos, e fatores que rodeiam a empresa. Movimentação intensa de automóveis, empresas ao redor, insegurança da região, todos esses pontos são enquadrados dentro de uma avaliação de riscos externos.

Vulnerabilidades

Além dessas duas classificações, em uma análise de riscos, também é importante identificar as vulnerabilidades do local. Aqui, deve-se apontar tanto as fraquezas da empresa em relação às ameaças quanto as fragilidades na diminuição dos impactos em eventuais incidentes, tais como:

  • pouco espaço para movimentação;
  • instalações elétricas deficitárias;
  • estruturas antigas.

Crie uma política de evacuação

Identificadas as fraquezas e ameaças do local, é o momento de criar um plano com as políticas de evacuação. É nesse documento que serão detalhadas as ações a serem tomadas em determinadas situações.

Outro ponto que precisa constar no plano de evacuação é a localização exata de malas e kits de primeiros socorros para que os técnicos de enfermagem ou quaisquer profissionais que tenham conhecimento sobre procedimentos médicos básicos possam ajudar colegas em risco.

Telefones de contato de pessoas de fora e de dentro da empresa devem ser inseridos, garantindo a possibilidade de comunicação em casos de emergência. Além de tudo isso, em um plano de políticas de evacuação deve constar:

  • protocolo para disparo de alarmes;
  • instruções para evacuação;
  • locais para refúgio;
  • rotas de fuga.

Implemente os EPIs e EPCs adequados

Os equipamentos de proteção individual (EPIs) devem ser disponibilizados normalmente no dia a dia, independentemente da situação. Ferramentas como capacetes, luvas e botas são itens básicos na maioria dos setores.

Porém, para um plano de fuga, é necessária a implantação de outros equipamentos especiais. A quantidade e o tipo das novas ferramentas dependerão do segmento da empresa. Por exemplo, se for uma organização do setor químico, é preciso disponibilizar equipamentos como solventes, tintas, respiradores e óculos.

Além desses, a empresa precisa adotar os EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva). Eles são itens que ajudam a aumentar a segurança do local e a facilitar a ação em casos de emergência, como:

  • kit de primeiros socorros;
  • extintores de incêndio;
  • placas sinalizadoras;
  • colar cervical.

Treine os colaboradores

Um plano de fuga só apresentará os resultados esperados se os trabalhadores forem bem-treinados para executá-lo. Cada um precisa saber exatamente o que fazer tanto individualmente quanto coletivamente.

Para facilitar o aprendizado, você pode repassar os pontos mais importantes do plano de fuga durante palestras internas, apresentações de novos funcionários, encontros da CIPA etc. Assim, eles se mantêm atualizados sobre as ações.

Contrate uma empresa especializada

Montar um plano de fuga é a maneira mais inteligente de a empresa garantir o mínimo de dano possível em situações de risco, principalmente em questão de vidas humanas. É um trabalho sério e que deve ser desenvolvido como muita cautela.

Por isso, é importante contar com a participação de especialistas na hora de criar as etapas do plano. Essas empresas são capazes de apontar as melhores estratégias a fim de aumentar a eficiência. Também é essencial que a sua organização adquira materiais de qualidade, preferencialmente de marcas com um bom histórico no mercado.

Qual é o papel do profissional de segurança do trabalho nessas horas?

Algumas pessoas acreditam que o maior patrimônio da empresa são os seus equipamentos e bens de consumo. Entretanto, essa ideia está equivocada. Uma gestão de sucesso é aquela que conta com funcionários competentes e prontos para exercer as suas atividades.

O engajamento deles é fundamental para a obtenção de resultados positivos e para a superação de metas. Desse modo, todos os cuidados devem ser tomados para formar um ambiente de trabalho sustentável e saudável.

Em meio a esse cenário, um profissional de segurança de trabalho é muito importante. Ele precisa elaborar um plano de emergência para cada situação levantada em sua análise, prevendo todas as atitudes e cuidados a serem tomados.

Esse plano deve contar com um ponto de encontro seguro e acessível para acomodar toda a população da empresa. Caso a estrutura da gestão seja muito grande, proponha diversos pontos de encontro.

Esse profissional deve ser um líder para transmitir confiança e informações para toda a equipe. Todos os envolvidos em uma situação de emergência devem manter a calma e não correr para evitar mais agitação e pânico entre os funcionários.

Além do mais, enquanto a população da empresa deve seguir as orientações da brigada, o engenheiro ou técnico de segurança do trabalho deve fazer com que a brigada cumpra o que foi definido no plano de emergência, conforme o cenário emergencial e as responsabilidades predefinidas.

Enfim, a criação de um plano de fuga envolve muito mais do que só a participação dos profissionais ligados à brigada de incêndio e emergência. Para que tudo saia como o esperado, é necessário que todo o coletivo da empresa esteja preparado e consciente sobre suas ações. Então, analise as informações apresentadas e reforce ainda mais a segurança dos seus trabalhadores.

Entendeu a importância de um plano de fuga para a segurança do trabalho? Que tal continuar se aprofundando no assunto e conferir o nosso artigo sobre como criar uma brigada de incêndio na sua empresa?

Qual é o papel do profissional de segurança do trabalho nessas horas?

Algumas pessoas acreditam que o maior patrimônio da empresa são os seus equipamentos e bens de consumo. Entretanto, essa ideia está equivocada. Uma gestão de sucesso é aquela que conta com funcionários competentes e prontos para exercer as suas atividades.

O engajamento deles é fundamental para a obtenção de resultados positivos e para a superação de metas. Desse modo, todos os cuidados devem ser tomados para formar um ambiente de trabalho sustentável e saudável.

Em meio a esse cenário, um profissional de segurança de trabalho é muito importante. Ele precisa elaborar um plano de emergência para cada situação levantada em sua análise, prevendo todas as atitudes e cuidados a serem tomados.

Esse plano deve contar com um ponto de encontro seguro e acessível para acomodar toda a população da empresa. Caso a estrutura da gestão seja muito grande, proponha diversos pontos de encontro.

Esse profissional deve ser um líder para transmitir confiança e informações para toda a equipe. Todos os envolvidos em uma situação de emergência devem manter a calma e não correr para evitar mais agitação e pânico entre os funcionários.

Além do mais, enquanto a população da empresa deve seguir as orientações da brigada, o engenheiro ou técnico de segurança do trabalho deve fazer com que a brigada cumpra o que foi definido no plano de emergência, conforme o cenário emergencial e as responsabilidades predefinidas.

Descobriu a importância da simulação de fuga? Quer aprender ainda mais sobre outras questões da segurança do trabalho? Então assine a nossa newsletter e acompanhe os nossos lançamentos!

Sobre o autor

Flavia Vaccaro

Flavia Vaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

Deixar comentário.

Share This