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NR35: veja aqui tudo o que você precisa saber sobre ela!

Escrito por flavaccaro

A segurança no trabalho é um assunto sério. A regulamentação sobre esse tema se torna ainda mais importante ao se tratar do trabalho em altura, que acompanha uma série de riscos ao trabalhador e é capaz de ocasionar acidentes graves.

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Felizmente, a Norma Regulamentadora nº 35 (ou apenas NR35) surgiu em 2012 para criar requisitos mínimos que garantam a segurança desse tipo de função, priorizando a integridade física e mental dos funcionários que a exercem.

Neste post, você vai conhecer melhor essa norma brasileira e entender como aplicá-la no dia a dia da sua organização.

O que é a NR35?

A Norma Regulamentadora nº 35 é um conjunto de diretrizes aprovado pela Portaria n° 313, do Ministério do Trabalho (MTE). Essa NR estabelece os parâmetros, deveres e responsabilidades para proteger a saúde de todos que estiverem envolvidos com atividades em altura, prevenindo riscos e acidentes.

De acordo com a norma, o trabalho em altura pode ser entendido como toda função que o funcionário pode exercer a 2 metros (ou mais) do nível do solo com risco de queda, colisões ou lesões físicas.

A partir dessa altura mínima, o colaborador precisa estar amparado por medidas de segurança e dominar a capacitação necessária para realizar as suas tarefas. Além disso, a NR também inclui o desenvolvimento de um planejamento especial, voltado para a organização das atividades a serem executadas.

Qual é a importância da NR35?

A execução do trabalho em altura é responsável por cerca de 40% dos acidentes laborais no Brasil. Por isso, é fácil concluir que a realização desse tipo de serviço está acompanhada de muitos riscos, responsabilidades e obrigações, tanto por parte do empregado quanto da empresa.

Para garantir que ambos estejam em sintonia durante a execução de tarefas em altura, a NR35 atua como um regulamento de boas práticas e parâmetros, visando principalmente o cumprimento do trabalho da forma mais segura e responsável possível. Esse cuidado evita a ocorrência de imprevistos e acidentes, bem como seus impactos humanos e financeiros.

Além disso, caso haja alguma carência de informações devido à variedade de trabalhos em altura realizados no Brasil, a norma permite (em seu item 35.1.3) o amparo baseado em normas técnicas internacionais, caso não haja nenhuma orientação equivalente em nosso país.

Sendo assim, seguir à risca todas as orientações presentes na NR35 é uma forma de ter certeza de que tudo correrá bem com as atividades desempenhadas dentro da empresa.

Como a NR35 influencia o dia a dia das empresas?

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Como era de se esperar, a NR35 define responsabilidades para a empresa e o trabalhador. Segundo o item 35.2.1 dessa norma, o empregador tem os seguintes deveres práticos:

  • implementar todas as medidas de proteção que a norma julgar essencial;
  • certificar-se de que o trabalho em altura só terá início após a adoção de todas as medidas de proteção e uso de equipamentos necessários;
  • desenvolver um planejamento, adotando procedimentos de segurança para as atividades em altura de rotina;
  • assegurar a realização regular e prévia de análises de riscos no ambiente laboral e, quando preciso, a emissão da permissão de trabalho;
  • fornecer, de forma gratuita, equipamentos de proteção individual e coletiva em bom estado de conservação, bem como acessórios e sistemas de ancoragem;
  • providenciar autorização e supervisão adequada para todos os trabalhos em altura, a serem definidas de acordo com as peculiaridades de cada atividade e dados obtidos pela análise de riscos;
  • manter os trabalhadores informados sobre riscos aos quais estão expostos e suas medidas de controle, bom como fornecer treinamento e capacitação adequados para lidar com esses problemas.

Cabe ao funcionário cumprir e colaborar com todas as disposições regulamentares e legais expedidas pelo empregador. Segundo o item 35.2.2 da NR35, as outras obrigações práticas do empregado são:

  • fazer o uso correto e frequente de seus equipamentos de proteção, sempre que necessário;
  • exercer o direito de interrompimento do trabalho ao identificar evidências de riscos e ameaças para saúde própria ou de terceiros, sem deixar de informar o seu superior sobre o ocorrido;
  • zelar pela própria segurança e também pela saúde de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações na empresa.

Quais equipamentos de segurança devem ser usados?

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A NR35 também recomenda a utilização de EPIs certificados e outros dispositivos destinados à proteção contra riscos, sendo alguns deles obrigatórios para a execução do trabalho em altura. Os principais são:

  • cintos próprios para trabalhos suspensos;
  • talabartes (simples, de posicionamento ou em Y);
  • ganchos e conectores (mosquetão);
  • luvas;
  • trava-quedas para cordas ou cabos;
  • fitas de ancoragem;
  • linhas de vida (fixas ou móveis);
  • botinas de segurança;
  • guinchos retráteis acompanhados de blocos de polias;
  • monopé e tripé;
  • capacetes;
  • ascensores e descensores.

Quais equipamentos o Gaveteiro vende e quais suas funções?

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O Gaveteiro trabalha com diversos equipamentos certificados para proteção em altura, distribuindo marcas de renome, como Vicsa, Casa das Cordas, MSA, Facintos, Balaska e Hércules, que prezam pela qualidade e segurança de seus clientes.

Cintos de segurança

O cinto é um acessório indispensável para a retenção de quedas, sendo obrigatório em qualquer tipo de trabalho em altura. De acordo com a norma, o modelo requisitado é o estilo paraquedista, que fornece suporte extra para o tronco e o quadril.

Talabartes

O uso correto do cinto de segurança depende de um equipamento: o talabarte. Trata-se de uma extensão do cinto, equipada com um ponto de ancoragem para que o trabalhador consiga se manter preso em algum ponto seguro ao exercer suas funções em altura.

Esse dispositivo em forma de fita pode ser equipado com diferentes recursos, como travadores duplos ou absorvedores de energia, minimizando o impacto de possíveis quedas ou colisões.

Cordas

As cordas normalmente são usadas para suspensão e suporte para o uso de trava-quedas. Por isso, a resistência desse equipamento deve ser o seu principal diferencial.

O Gaveteiro trabalha com cordas do tipo bombeiro, feitas em poliamida, com 50 cm de largura. Seu uso é ideal para resgates, espaços confinados, construção civil e demais trabalhos em altura.

Mosquetões

mosquetão nada mais é do que um gancho metálico, utilizado para o engate seguro nos cinturões e outros equipamentos de segurança. Isso proporciona maior mobilidade e melhor desempenho para o sistema de ancoragem.

Capacetes

O capacete serve para proteger o funcionário de objetos que possam cair em sua cabeça, colisões ou quedas. Sendo assim, ele é indispensável no trabalho em altura, tendo em vista que qualquer distração, susto ou perda de controle temporária abre brecha para acidentes graves.

Para esses tipos de atividade, é importante que o capacete seja equipado com jugular. Trata-se de um suporte fixado abaixo do queixo, que evita a queda do equipamento.

Luvas

As luvas de segurança servem para proteger as mãos do trabalhador em diversas situações. No trabalho em altura, podem ser úteis para evitar a fricção excessiva, contato com químicos e formação de feridas.

Calçados de segurança

Se escorregar e cair no térreo já pode gerar um acidente de trabalho grave, o que pensar de um deslize em cima de um andaime ou superfície suspensa?

É aí que entra a importância dos calçados de segurança, que têm solas antiderrapantes e protegem os pés contra colisões e quedas. O Gaveteiro oferece diversos modelos de sapatos, botinas e botas, inclusive com biqueiras extrarresistentes.

Para descobrir qual é o equipamento de segurança mais indicado para a sua empresa, de acordo com a NR35, não deixe de solicitar a avaliação de um profissional especializado em segurança do trabalho.

Gostou do post? Aproveite a leitura para proporcionar mais qualidade de vida e segurança aos seus empregados. Entre contato com o Gaveteiro e proteja-se!

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Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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