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O que é higiene ocupacional? Saiba aqui!

Escrito por flavaccaro

Ao ouvir as palavras “higiene ocupacional” é comum pensar que o termo está diretamente associado à assepsia ou limpeza do ambiente de trabalho. No entanto, esta definição vai muito além disso, sendo mais relacionada ao conceito de segurança do que de asseio do espaço laboral.

A verdade é que trata-se de um ramo atrelado à boa saúde e prevenção de doenças, principalmente em ambientes perigosos ou insalubres.

Neste post, você vai entender melhor o que a higiene ocupacional significa, além de tirar todas as suas dúvidas sobre essa ciência tão importante para a saúde dos trabalhadores e das empresas como um todo. Está preparado? Continue a leitura!

O que é higiene ocupacional

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A higiene ocupacional (também chamada de “higiene do trabalho”) é uma disciplina que consiste em avaliar, antecipar, reconhecer e controlar riscos no ambiente de trabalho, com o objetivo principal de proteger a integridade física e bem-estar das pessoas que ali atuam.

A higiene ocupacional também é definida como a prática de identificação de agentes perigosos (sejam eles físicos, químicos, biológicos etc.) no local de trabalho que possam causar doenças ou desconfortos. Isso inclui a avaliação e mensuração da exposição a esses elementos nocivos, além da criação de estratégias para minimização de riscos, com o objetivo de prevenir males de saúde em curto e longo prazo.

Geralmente, o SESMT e a CIPA são os órgãos dentro da empresa responsáveis pela higiene ocupacional da organização. Seus papéis consistem em, resumidamente, fiscalizar o cumprimento das normas de segurança exigidas e proteger o trabalhador/comunidade de riscos gerados com as atividades empresariais.

Objetivos da higiene ocupacional

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O principal objetivo da higiene ocupacional é preservar a saúde do trabalhador em todos os sentidos (mental, físico e psicológico) por meio da avaliação, prevenção, e análise de diversos tipos de riscos laborais.

As metas estabelecidas para atingir esse propósito são:

  • prover capacitações e informações adequadas sobre os riscos laborais para empregadores e funcionários;
  • executar análises de riscos;
  • contribuir com a proteção do meio ambiente por meio de um desenvolvimento socioeconômico sustentável;
  • garantir que os esforços físicos e mentais exigidos de cada colaborador respeitem suas próprias limitações e necessidades;
  • identificar e reconhecer possíveis ameaças ocupacionais;
  • implantar medidas e planos de correção e prevenção de riscos;
  • promover melhores condições e práticas de trabalho.

Importância da higiene ocupacional

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Embora muitos dos perigos que eram comuns no passado (como a presença do chumbo, amianto, sílica e solventes nocivos no ambiente de trabalho) existam de forma mais controlada, a variedade de ameaças à saúde nas indústrias ainda é tão preocupante quanto antes.

A diferença é que a higiene ocupacional não apenas reconheceu os riscos químicos nesses espaços, mas também atentou para os perigos causados ​​pelos níveis de ruídos, calor ou frio intensos, tensões ergonômicas, radiações, doenças infecciosas, máquinas, estresse psicológico e muitos outros agentes.

Os higienistas ocupacionais também devem antecipar os riscos causados pelo clima, ciclos de atividades e tecnologias emergentes. Além disso, é preciso considerar o impacto da mudança demográfica e das novas jornadas de trabalho. A higiene ocupacional é uma área em constante mudança, sendo um aspecto essencial da prática empresarial moderna.

Uma boa higiene ocupacional beneficia os trabalhadores e a empresa, resultando em:

  • melhora da saúde do trabalhador e aumento da sua expectativa de vida ativa;
  • redução do número de afastamentos e concessões de auxílios-doença;
  • redução de custos sociais e de saúde (como multas ou indenizações), além de maximizar a motivação e potencial do trabalhador;
  • processos de trabalho mais eficientes, com melhorias de qualidade na entrega de resultados e aumento da produtividade.

Etapas da higiene ocupacional

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Durante sua execução, a higiene ocupacional é dividida em 4 etapas. São elas:

Antecipação de riscos

Nessa primeira fase, o foco é realizar uma avaliação de riscos potenciais para tomar medidas preventivas antes que qualquer processo seja iniciado.

Nela, o higienista faz uma conexão entre a medicina e segurança do trabalho, procurando entender melhor os riscos aos quais os funcionários estão expostos e como isso afetará a saúde ou bem-estar deles.

Reconhecimento dos riscos

Na etapa de reconhecimento, deve-se dar início a uma avaliação qualitativa para identificar agentes presentes no ambiente de trabalho que possam causar danos à saúde ou integridade dos trabalhadores.

Para isso, diversos estudos detalhados são feitos sobre as instalações, matérias primas, equipamentos e procedimentos de rotina da empresa. É aí que são feitos os inventários dos materiais presentes, parâmetros de pressão/temperatura, toxicologia dos produtos em uso, análise das condições físicas dos trabalhadores e suas queixas etc.

Avaliação dos riscos

A avaliação quantitativa dos riscos começa levando em conta os limites de tolerância previamente estabelecidos pela Norma Regulamentadora nº15, do Ministério do Trabalho, que apresenta as concentrações máximas e mínimas permitidas por lei dos agentes encontrados.

Controle dos riscos

Por fim, a última fase está ligada à eliminação ou minimização dos riscos ocupacionais que foram reconhecidos, tendo como base as avaliações e estudos feitos sobre aquele ambiente.

O que são riscos e quais são eles

Você já aprendeu que a higiene ocupacional procura proteger os trabalhadores de ameaças e riscos presentes no ambiente laboral. Mas, quais riscos são esses?

O risco é uma possibilidade de desestabilização à saúde do trabalhador, que pode ser causado por um agente externo ou interno na empresa. Seus principais tipos são:

  1. físicos: calor ou frio intensos, ruídos muito altos, umidade, radiação ou condições físicas desfavoráveis do local de trabalho;
  2. biológicos: presença de vírus, bactérias, protozoários, entre outros no ambiente laboral;
  3. químicos: elementos que podem ser tóxicos ou irritantes, como poeira, gases, vapores, líquidos perigosos e produtos químicos em geral;
  4. acidentais: condições ou aparelhos impróprios, como iluminação inadequada, presença de animais peçonhentos, possibilidade de explosão, ferramentas defeituosas e trabalho em altura;
  5. ergonômicos: cadeiras ou mesas que favorecem a postura inadequada, exigência de esforço físico intenso, monotonia, repetitividade de ações, controle rígido de produtividade e jornadas de trabalho muito extensas.

Normas da higiene ocupacional

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A maior parte dos princípios seguidos pela higiene ocupacional estão presentes na NR 15, que caracteriza os ambientes insalubres e pode ser aplicada como base para qualquer atividade laboral, independentemente de seu setor.

Além disso, as NHOs ( que são Normas de Higiene Ocupacional) também complementam as orientações prestadas por essa NR, já que estabelecem critérios e instruções precisas sobre avaliações específicas do ambiente de trabalho, como análise de fibras, controle de exposição sobre raios X e energia solar, mensuração de vibrações, coleta de resíduos sólidos na atmosfera etc.

Estas normas sempre devem ser utilizadas como um suporte extra em ensaios, testes e procedimentos feitos por higienistas.

Como visto, o profissional de segurança do trabalho não atua apenas para garantir o cumprimento da lei, mas também para garantir a saúde física e emocional de sua equipe. Agora que você já sabe tudo sobre higiene ocupacional, que tal seguir nosso perfil nas redes sociais e continuar por dentro do assunto? Estamos no FacebookTwitter e Google +, sempre produzindo novos conteúdos!

Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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