Indústria

O setor industrial conseguirá aquecer a economia brasileira?

Escrito por flavaccaro

As expectativas geradas em 2017 para o aquecimento da economia em 2018 contavam diretamente com o aquecimento do setor industrial. Mas contrariando as predições o setor teve uma baixa relativa em seu crescimento.

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Previsões nada agradáveis para o setor industrial

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O setor industrial em 2018 vem mostrando um grande desaquecimento no último trimestre. No início do ano, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) havia previsto um crescimento até março de 3% na economia brasileira, criado diretamente pelo aquecimento da Indústria. Contudo, as pesquisas mais recentes apontam variação negativa de -0,01% de crescimento no setor industrial comparado com o crescimento em 2017.

Mesmo com o crescimento do setor industrial acumulando uma alta de 3,1% em 2018, o mesmo está 15,3% abaixo do mesmo resultado obtido em 2011. Esse resultado se deve ao fato de alguns setores  terem recuado, como por exemplo: o setor de bebidas, setor de produtos farmacêuticos, setor de madeira e setor de artefatos de couros.

As estimativas iniciais contavam com um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) este ano de 2,75%, mas com a desaceleração destes vários setores econômicos, a expectativa até dezembro/2018 é de apenas 2,70% de crescimento do PIB.

Taxas de crescimento ainda positivas

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Mas vale ressaltar que setores industriais de bens de consumos duráveis e bens de capital vem crescendo aos poucos durante esse semestre, por isso o IBGE, acredita que mesmo o crescimento estando abaixo da média nacional, o acúmulo de taxas positivas podem ajudar no aquecimento da economia.

A esperança está depositada no setor trabalhista, pois quando ele começa a contratar mais pessoas, as famílias automaticamente consomem mais, e isso auxilia no aumento das taxas positivas da economia. Com a inflação baixa, é possível aumentar o consumo do trabalhador brasileiro sem gerar taxas altas e extremamente inflacionadas.
Por enquanto as previsões acreditam em um crescimento mínimo, tudo dependerá do crescimento do setor trabalhista antes de tudo.

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Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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