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Afinal, qual a importância do EPI de proteção respiratória?

Escrito por flavaccaro

O ambiente industrial pode apresentar diversos riscos para a saúde dos funcionários que ali trabalham. Isso porque, enquanto realizam suas atividades, muitos deles podem estar exposto a substâncias químicas perigosas no ar que, às vezes, passam despercebidas.

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É aí que entra a importância da segurança do trabalho. Essa iniciativa começa com a estruturação de todas as instalações externas da empresa, passando pela segurança de setores, máquinas, implantação de boas práticas, uso de equipamentos e programas de proteção.

Neste post, você vai conhecer melhor um destes programas que merecem sua atenção e descobrir como o EPI de proteção respiratória pode ser essencial para a sua efetividade.

O que é a proteção respiratória?

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Algumas situações e ambientes laborais, como as executadas no subsolo, porões e usinas minerais, são caracterizados pela presença constante de vapores, fumos, pó, gases e outros tipos de partículas em suspensão no ar, que podem ser nocivos quando entram em contato com o organismo humano.

Se uma avaliação de riscos confirmar que os agentes contaminantes ali presentes representam uma ameaça à integridade física dos trabalhadores, é necessária a implantação de medidas de segurança para evitar ou minimizar os efeitos negativos causados. O conjunto desses procedimentos estratégicos é denominado “Programa de Proteção Respiratória” (também conhecido pela sigla PPR).

Por que o Programa de Proteção Respiratória é importante?

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O PPR é formado por um conjunto de medidas que, muitas vezes, são obrigatórias nas indústrias, integrando uma parte essencial das políticas de segurança do trabalho. Esse programa também faz parte da estrutura do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), que visa a antecipação e o controle de riscos ambientais no trabalho (físicos, químicos e biológicos).

Além disso, é importante lembrar do principal objetivo da proteção respiratória: valorizar a vida, preservando a saúde física e a integridade de todos os colaboradores presentes na organização, inclusive aqueles que não são diretamente impactados pelos riscos físicos.

Um simples aviso que orienta a proibição do fumo em um local fechado, ou a implantação de um sistema de ventilação local, por exemplo, são medidas contempladas em um programa de proteção respiratória.

Quais são as situações que contemplam a proteção respiratória?,

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De acordo com normas regulamentadoras (Nrs) do Ministério do Trabalho, como a nº 9 e a nº 6, as empresas devem inspecionar os espaços laborais regularmente para constatar a presença de riscos que, se encontrados, devem ser eliminados. Caso isso não seja possível, o uso de equipamentos de proteção entra como uma medida de controle indispensável após a avaliação do ambiente de risco.

No geral, qualquer trabalho que envolva contato com pós, partículas volantes, fumos metálicos e vapores orgânicos dentro da indústria — como as áreas de construção civil, reformas, manutenção predial, manipulação de alimentos e limpeza de esgotos — precisa, obrigatoriamente, do uso de equipamentos individuais para proteção respiratória.

O EPI de proteção respiratória

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Os EPIs consistem em equipamentos de proteção individuais, como uniformes especiais e respiradores. O fornecimento gratuito desses itens é de responsabilidade exclusiva do empregador, que deve entregá-los sempre em boas condições de uso.

Dispensar o seu uso (ou utilizá-los incorretamente) pode acarretar grandes problemas de saúde. O acúmulo de pós, vapores e/ou fumos metálicos nas vias respiratórias é capaz de ocasionar graves problemas na respiração. Dependendo do tipo de ar inalado, o funcionário pode ter bronquite, asma, rinites, sinusites e até câncer.

O trabalhador não é o único a sofrer com os efeitos negativos da falta de proteção. O empregador também está sujeito a processos e indenizações oriundas do Ministério do Trabalho. Além disso, os possíveis afastamentos causados por danos à saúde dos colaboradores com certeza terá impacto no índice de produtividade da empresa.

Os modelos de EPIs

Os principais tipos de EPIs utilizados para proteção respiratória são os respiradores. Eles podem ser faciais (cobrir todo o rosto) ou semifaciais (cobrir apenas parte do rosto, como a boca e nariz).

Esses equipamentos também podem ser isolantes ou filtrantes. Nos respiradores isolantes, o oxigênio é fornecido por meio de uma fonte própria, de forma que o usuário não precise inalar o ar do ambiente onde se encontra. Os respiradores filtrantes, por outro lado, retêm o ar presente no local que passa pelo equipamento, impedindo que suas impurezas sejam inaladas.

Existem diversos tipos de filtros no mercado. Os mais comuns são os modelos PFF1, PFF2, PFF3, P1, P2 e P3. A diferença entre eles está na forma de uso: enquanto um filtro do tipo PFF faz parte do próprio respirador (descartável), os filtros do tipo P1, P2 e P3 são utilizados em conjunto com máscaras e devem ser substituídos de forma avulsa.

As principais indicações destes equipamentos são as seguintes:

  1. PFF1 / P1: fornecem proteção contra poeiras ou névoas não oleosas, como cal, soda cáustica, minério de carvão e outros aerossóis mecanicamente gerados.
  2. PFF2 / P2: protegem contra fumos (aerossóis termicamente gerados) e agentes biológicos, como fibras têxteis, sílica, minério de alumínio e cimento refinado.
  3. PFF3 / P3: indicado para particulados altamente tóxicos ou de toxidez desconhecida, como chumbo, arsênio, cádmio, urânio e plutônio.

Os filtros são avaliados de acordo com as especificações das normas NBR 13697 e NBR 13698. De acordo com as regras, os dois principais parâmetros a serem analisados são a perda de carga, que corresponde ao nível de resistência à passagem do ar, e a penetração de partículas.

Como providenciar e usar o EPI de proteção respiratória?

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A escolha de EPIs adequados depende do tipo de ambiente de trabalho e dos riscos encontrados por lá. Apenas um técnico de segurança pode avaliar e indicar a opção ideal para cada tipo de função.

Neste cenário, cabe ao empregador providenciar para seus funcionários a proteção respiratória indicada, bem como informações e treinamento sobre o uso correto dos equipamentos fornecidos. É importante que todos eles tenham C.A (Certificado de Aprovação) válido em território nacional e estejam higienizados, tendo em vista que o empregador e técnico também devem supervisionar a manutenção desses itens de proteção.

É necessário mencionar que os protetores e filtros respiratórios descartáveis não devem ser reutilizados em hipótese alguma. No momento do descarte, é preciso considerar as instruções do fabricante. O funcionário deve recusar o uso de EPIs que apresentam mal estado ou que já foram utilizados anteriormente (no caso de equipamentos não reutilizáveis).

Também cabe ao funcionário comunicar ao departamento de supervisão quaisquer problemas com o equipamento ou caso sofra com condições que impeçam o uso de respiradores, como asma, alergias ou pressão arterial elevada.

O uso do EPI de proteção respiratória é tão importante que, mesmo quando a exposição aos riscos estiver comprovadamente abaixo dos limites aceitáveis, o funcionário ainda está autorizado a requisitar seu uso para obter mais conforto ou proteção extra. Dessa forma, o empregador pode disponibilizar equipamentos para uso voluntário, a fim de zelar pela saúde e bem-estar de seus colaboradores.

Agora que você já sabe tudo sobre proteção respiratória, que tal conhecer melhor a aplicação de outros EPIs? Veja mais um artigo sobre equipamentos de segurança para indústria e aprenda a definir qual deles é o ideal para cada caso.

 

Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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