Construção Civil

EPI de proteção visual: descubra por que usar

Escrito por flavaccaro

Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho da Previdência Social registrou 578.935 ocorrências em 2016. Apesar de uma redução significativa em relação ao ano anterior, os dados são preocupantes: mais de 12 mil trabalhadores ficaram com alguma doença.

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É por isso que fornecer e controlar o uso de EPI de proteção visual é uma maneira de evitar problemas de visão no colaborador e prejuízos para a empresa. E compreender qual é o equipamento mais adequado para a atividade é fundamental para garantir a segurança do trabalhador.

Neste post, você vai entender quais fatores precisa analisar na hora de escolher o EPI. Confira!

Por que o EPI de proteção visual é importante?

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Os equipamentos de proteção individual foram criados para evitar acidentes durante as atividades de trabalho. O EPI é destinado ao trabalhador que corre o risco de receber respingos de líquidos na face, excesso de luminosidade ou até radiações ultravioleta e infravermelha.

Geralmente, essas situações ocorrem em trabalhos com solda, exposição a fumos metálicos, alta radiação, indústria automobilística, serralherias, funilarias, indústria naval, siderúrgicas, oficinas mecânicas e demais ambientes que apresentam riscos.

É fundamental lembrar que os olhos são áreas muito sensíveis do corpo e exigem um cuidado maior do trabalhador para evitar queimaduras e perfurações do globo. Um levantamento parcial do Conselho Brasileiro de Oftalmologia identificou que são registrados cerca de 150 mil acidentes oculares por ano no Brasil. Os profissionais entendem que muitos problemas poderiam ser evitados ao proteger a área corretamente.

Como escolher o EPI mais adequado?

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O equipamento deve ser adequado para a atividade exercida e o nível de proteção exigido. Se for necessário adquirir várias peças, elas devem se encaixar perfeitamente para não prejudicar a função de cada uma. Caso tenha dúvidas sobre o tamanho adequado, o ideal é solicitar auxílio dos usuários. Veja os principais EPIs para a face:

  • óculos de segurança incolor: tem a função de proteger os olhos contra o impacto de partículas multidirecionais;
  • óculos de segurança para visão ampla: protege contra partículas, poeira e produtos químicos;
  • óculos de segurança com lente escura: tem o papel de proteger o trabalhador da radiação ultravioleta. Por isso, é indicado para atividades com exposição ao sol;
  • óculos de proteção de lente amarela: auxilia na proteção do trabalhador em ambientes com baixa luminosidade;
  • óculos de segurança de soldador: previne contra partículas multidirecionais e radiações oriundas da soldagem. Ele tem tratamento antirrisco e filtro ultravioleta e infravermelho;
  • protetor facial: tem a função de proteger o trabalhador de impactos de partículas e da luminosidade intensa. Deve apresentar regulagem de tamanho para facilitar a adequação ao porte do usuário;
  • máscara para proteção de soldador: o equipamento utiliza material resistente às partículas do trabalho de solda. Ela tem um escudo de fibra, coroa de polietileno e também deve apresentar opção de ajuste. Existem modelos com ou sem cabo de aço.

Os equipamentos devem ser adquiridos conforme a necessidade de uso dos funcionários, pois há óculos com proteção lateral ou de sobreposição. Além disso, o profissional de segurança do trabalho deve observar se os materiais estão ajustados corretamente para o uso.

Os óculos, por exemplo, precisam ficar encaixados corretamente no rosto sem deixar aberturas. Se algum item apresentar defeito, um novo material deve ser adquirido. Também é fundamental que o EPI apresente um certificado de aprovação, pois esse documento garante que o equipamento está de acordo com a regulamentação vigente.

Qual é o dever do empregado e do empregador?

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A empresa tem obrigação de fornecer o EPI de proteção visual para os funcionários expostos aos riscos. E o trabalhador precisa utilizar os equipamentos. Conheça as responsabilidades de cada um nos tópicos a seguir.

Empregador:

  • deve adquirir o EPI adequado para a atividade do profissional;
  • precisa exigir o uso do equipamento;
  • tem a responsabilidade de treinar os colaboradores sobre o uso adequado do EPI, bem como as práticas adequadas de limpeza e manutenção;
  • deve substituir os equipamentos danificados ou vencidos;
  • tem a função de informar ao Ministério do Trabalho sobre alguma irregularidade.

Empregado:

  • tem a responsabilidade de utilizar todos os equipamentos fornecidos pela empresa;
  • é responsável pela conservação e uso adequado dos EPIs;
  • precisa informar a empresa sempre que houver um problema no equipamento;
  • deve seguir as orientações da empresa sobre o uso do material.

A melhor maneira de estimular o uso do EPIs entre os profissionais é por meio de palestras educativas e orientações sobre a sua importância. Ao apresentar os riscos a que eles estão expostos, você consegue ganhar a confiança deles e orientá-los sobre o uso adequado.

É importante compreender a responsabilidade das empresas sobre o cumprimento das normas. Caso haja uma fiscalização e o funcionário não esteja utilizando o EPI correto, a companhia pode receber multas. Sem contar os riscos de acidentes fatais que podem prejudicar a continuidade das atividades de trabalho.

O que diz a NR 6?

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Essa norma regulamentadora apresenta uma lista dos equipamentos de proteção individual que devem ser utilizados e suas respectivas funções. Ela determina as responsabilidades do empregador e dos funcionários sobre o uso correto dos EPIs, bem como a necessidade de criação de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

NR 6 também esclarece que o produto pode ser adquirido de um fabricante nacional ou internacional, desde que esteja cadastrado no órgão responsável pela segurança do trabalho.

A fabricante também deve obter a emissão do Certificado de Aprovação e providenciar a sua renovação sempre que estiver próximo do vencimento. Além disso, tem a obrigação de se responsabilizar pela qualidade do EPI produzido e certificado.

A normativa ainda informa que cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego cadastrar o fabricante de EPI, examinar as documentações, emitir ou renovar o certificado de aprovação e fiscalizar a qualidade do equipamento.

Logo, cada um tem a sua responsabilidade sobre o EPI de proteção visual. Ao seguir as recomendações da NR 6 e outras normas trabalhistas, o funcionário terá mais segurança para exercer suas atividades. A empresa, por sua vez, evitará acidentes de trabalho e prejuízos financeiros e para a sua imagem.

Você já utiliza algum equipamento de proteção e percebe os benefícios? Deixe o seu comentário e compartilhe com a gente sua experiência!

Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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