Construção Civil

Por que escolher a roupa correta de combate a incêndio?

Escrito por flavaccaro

Os bombeiros são expostos a perigos inerentes à profissão, por isso a roupa de combate a incêndio foi projetada para oferecer segurança e preservar a vida dos combatentes.


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A melhor maneira de garantir a integridade desses profissionais e evitar problemas judiciais é estar atento às normas regulamentadoras e investir na vestimenta adequada para o exercício de atividades que colocam a vida dos trabalhadores em risco.

Neste artigo, você vai entender a importância de escolher a roupa correta para combater incêndios e os cuidados exigidos dos profissionais e do empregador. Acompanhe!

Equipamentos de proteção individual e respiratória

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Diferentemente de outros profissionais, os bombeiros não podem escolher o tempo ou as condições de suas atividades laborais, pois emergências ocorrem a todos os momentos e em condições inimagináveis.

Ameaças ambientais, calor extremo e umidade são tensões inerentes ao atendimento das emergências e, combinadas, podem ter um impacto negativo sobre a segurança e a saúde dos bombeiros.

A ausência dos itens de proteção expõe os bombeiros a diversos riscos de acidentes e lesões próprios dos ambientes das ocorrências. Durante as operações,  seu corpo perde grande quantidade de líquidos e sais minerais, elementos fundamentais para a realização de diversas atividades orgânicas essências à vida: funções cardiovasculares, termorregulatórias, metabólicas e nervosa central.

Um desequilíbrio implica significativa perda de desempenho físico e risco imediato à saúde e à vida. Logo, os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção respiratória (EPR) são essenciais por oferecerem proteção mecânica e térmica, criando uma barreira entre o bombeiro e os riscos existentes no ambiente.

A roupa utilizada pelos bombeiros serve para proteção do corpo, seja nos arredores da corporação, seja em combate a incêndios. Algumas roupas podem apresentar várias barreiras, e as principais são:

  • contra chamas (camada externa): é o tecido que tem o primeiro contato com as chamas;
  • contra umidade (camada intermediária): impede que líquidos entrem em contato com a pele;
  • térmica (camada interna): compostas por feltros e tecidos para fazerem a atenuação térmica final de proteção ao combatente.

Equipamento de proteção individual

O EPI é composto por calça, capa protetora, botas, capacete, balaclava, cinto multiúso e luvas, confeccionados em materiais resistentes ao fogo e ao calor.

Um bombeiro pode usar quatro tipos diferentes de roupas, dependendo da função que vai realizar:

Roupas de uso interno

A vestimenta para uso interno é tão importante quanto nas demais atividades. Todo o vestuário deve ser antichamas para que, em caso de incêndio, o bombeiro possa colocar a roupa própria para essa finalidade sem ser submetido a temperaturas extremas.

O uniforme usado durante o expediente local inclui calças antichamas para segurar canetas, EPI e luvas. Utiliza-se, ainda, uma camiseta ou macacão antichamas.

Traje para materiais nocivos

O uniforme para materiais perigosos geralmente é antichamas, mas também pode ser feito de material especial. Parece com um macacão e é utilizado com máscara e tanque de ar para que não sejam inalados elementos químicos nocivos.

Veste de combate a incêndios

O vestuário utilizado por brigadistas consiste em calças, camiseta, jaqueta, suspensórios, botas, luvas, capuz e capacete. Todos os itens são fáceis de vestir, com fechos de botão e velcro, em vez de zíper, além de ser antichamas.

Pode incluir uma máscara de pressão positiva, linhas aéreas e válvulas de pressão em seus aparatos integrados de respiração, bem como alças e couraças para acomodar o equipamento e a vestimenta. Geralmente, o conjunto é amarelo, mas alguns departamentos utilizam preto.

Resgate técnico

Esse tipo de roupa não foi desenvolvido para uso em incêndios, mas para realizar missões de busca e resgate em desfiladeiros, desmoronamentos de edificações e socorro em desastres naturais.

A vestimenta de resgate técnico ou força-tarefa de operações especiais inclui um macacão e um capacete diferente do tipo utilizado para combate a incêndios. Normalmente, é mais leve e possui lanterna e óculos integrados.

Procedimentos antes do uso

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Cuidados básicos devem ser realizados nas roupas: inspeção antes e após a utilização, assim como averiguar se estão em perfeitas condições operacionais de uso, ou seja, sem rompimento das costuras, com velcros e zíperes totalmente fechados, e ajustes corretos dos acessórios.

A seguir relacionamos outros procedimentos essenciais para a segurança do trabalhador:

  • uso correto do EPI para combate de incêndio e adequada proteção respiratória — calça, jaqueta, balaclava, capacetes, luvas, botas de combate a incêndio e máscaras autônomas com pressão positiva PA ou SCBA;
  • manter a viseira do capacete sempre baixa quando estiver em ações operacionais de combate com fogo;
  • ajustar a manga da jaqueta de maneira que ela permaneça sempre sobre a luva de combate de incêndio, bem como a calça por cima da bota, evitando possíveis passagens de líquidos inflamáveis e fogo;
  • ajustar a balaclava, de forma que ela proteja o rosto e o pescoço, e o capacete de forma adequada para que fique firme e estável na cabeça;
  • verificar se todas as aberturas, como zíperes e velcros, estão fechadas corretamente, para que não penetre calor, vapores e chamas;
  • observar sempre as condições em que a roupa se encontra, para não causar nenhum dano ou risco ao combatente;
  • além do uso de EPI e EPR, recomendam-se reposição hídrica e períodos suficientes de recuperação para a diminuição do estresse físico e psicológico. É necessário que os bombeiros façam a reposição de líquidos perdidos na ocorrência, durante e após o atendimento, ainda que tenham sido pré-hidratados antes.

Norma regulamentadora

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Os empregadores devem estar atentos às diretrizes da norma regulamentadora n.° 35 (NR 35), pois ela apresenta um conjunto de regras que visam proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores.

A NR 35 regulamenta o exercício do trabalho em altura para os profissionais envolvidos direta e indiretamente. Ela determina medidas de proteção que as empresas precisam seguir para garantir ao trabalhador todos os equipamentos e o ambiente seguro em toda tarefa realizada a mais de 2 m de distância do nível inferior, que envolva risco de queda.

A norma também estipula os deveres dos trabalhadores, entre os quais cumprir todos os procedimentos preventivos para o trabalho, colaborando com o empregador na implementação das disposições de segurança, assim como interromper suas atividades caso existam evidências de risco grave para ele ou para seus colegas.

A adoção das normas regulamentadoras é obrigatória para empresas públicas ou privadas, órgãos da administração pública (direta ou indireta) e aqueles ligados aos poderes Legislativo e Judiciário que tenham empregados contratados sob o regime da CLT.

Treinamento obrigatório

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O empregador deve oferecer treinamento em NR 35 como parte do programa de capacitação dos empregados. Portanto, o trabalhador só vai poder exercer trabalhos em altura se tiver sido aprovado em treinamento teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas.

A capacitação deve ser realizada a cada dois anos ou em intervalo menor, caso haja mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho.

O empregado deve ser submetido a um novo treinamento se houver evento que indique necessidade de nova capacitação, retorno do empregado de afastamento superior a 90 dias ou mudança de empresa por parte do trabalhador, conforme determina a NR35.

Conhecendo os riscos envolvidos nas atividades laborais e as recomendações normativas, certamente vai ser mais fácil escolher a roupa de combate a incêndio que atenda às exigências legais e evite possíveis acidentes.

Agora, que você já sabe como fazer isso, entre em contato com o Gaveteiro. Temos todos os equipamentos indispensáveis para segurança do trabalho.

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Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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