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Como garantir segurança contra incêndios na empresa?

Escrito por flavaccaro

Investir em medidas de segurança contra incêndios é fundamental para as empresas, em especial, as indústrias. Afinal, apenas com esse trabalho preventivo é que os colaboradores poderão compreender o que é necessário fazer no caso de ocorrência de sinistros desse tipo. Isso é importante para prevenir danos à saúde das pessoas e também ao espaço físico da organização como um todo.


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A adoção de políticas contra incêndios da empresa, bem como a sua divulgação são de responsabilidade do técnico ou engenheiro de segurança do trabalho, que pode contar com apoio de membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e também de outros setores, como o de Recursos Humanos e o de comunicação. Todos podem contribuir para a realização desse importante trabalho.

Para que você entenda mais sobre esse assunto tão importante, desenvolvemos este post, cujo objetivo é demonstrar como uma empresa pode garantir a segurança contra incêndios, por meio de programas preventivos e que garantem o menor dano possível no caso de eles acontecerem nas dependências da organização.

Pensando em facilitar o entendimento, desenvolvemos 5 tópicos, que responderão às questões mais comuns dos profissionais que precisam desenvolver esse tipo de projeto nas organizações em que atuam, Veja tudo isso, nos tópicos a seguir.

Por que não devo ignorar a segurança contra incêndios?

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Acidentes que envolvem o fogo são os que podem trazer os piores danos para as empresas. Tais perdas podem ser até mesmo irreversíveis, como no caso de morte ou ferimentos graves de funcionários, prejuízos para o meio ambiente por conta das fumaças, paralização total ou parcial das atividades, perda do patrimônio, entre outras consequências.

É por conta desses motivos que as organizações devem ter planos de prevenção e combate a incêndios muito bem estruturados. Para que você compreenda melhor o porquê de não ignorar a segurança contra incêndios, listamos abaixo uma série de motivos que respondem a esse questionamento. Acompanhe!

Evita multas e interdições

As indústrias são obrigadas a cumprir a norma regulamentadora NR 23, que dispõe sobre a proteção contra incêndios. Além disso, cada localidade pode ter leis municipais e estaduais próprias, geralmente fiscalizadas pelo corpo de bombeiros.

No caso de não cumprirem com essas obrigações, as empresas podem ser multadas e até mesmo interditadas. Por isso, investir na elaboração de um plano de combate a incêndios bem estruturado é um ponto importante até mesmo para garantir o pleno funcionamento da organização.

Evita perdas de patrimônio

Um incêndio pode ser fatal para a saúde financeira de uma empresa. Isso se justifica porque, se um equipamento ou maquinário muito caro for danificado pelo fogo, mesmo que haja um seguro, pode ser difícil recuperá-lo.

A perda de recursos que possibilitam os meios produtivos pode fazer com que uma indústria precise parar a produção por meses, a título de exemplo. Tal realidade pode acarretar prejuízos imensuráveis, levando a empresa até mesmo a demitir funcionários ou deixar de produzir um determinado tipo de produto por um tempo determinado.

Protege os seus funcionários

Investir em políticas preventivas contra incêndios é muito importante também para garantir a proteção dos colaboradores da empresa. Isso é relevante em razão de os acidentes de trabalho poderem resultar em denúncias e processos trabalhistas contra a organização, que pode ser acusada de imperícia ou negligência.

Já em casos mais graves, em que ocorrem mortes por conta de um incêndio, o responsável pela segurança do trabalho e diretores da empresa podem ser processados de forma criminal, o que pode gerar penas que incluem até mesmo a detenção.

Além do mais, a proteção dos funcionários não deve ser vista apenas para evitar processos trabalhistas, mas sim como uma ação de endomarketing, para que eles se sintam mais valorizados na organização.

Ao perceberem que a empresa se preocupa com a sua segurança, os funcionários produzirão mais e com maior qualidade, além de evitar problemas como a rotatividade.

Impede danos da linha de produção

Em uma indústria em que o trabalho é feito no formato de linha de produção, o trabalho de um setor depende do outro. Uma montadora de veículos, por exemplo, precisa que todas as peças dos automóveis sejam produzidas para que, depois, o setor de montagem finalize os produtos.

No caso de um incêndio danificar apenas as máquinas de um setor da linha produtiva, o restante das atividades será prejudicado e a empresa poderá deixar de atender aos pedidos de seus clientes. Isso é muito grave e, inclusive, pode causar prejuízos capazes de levar a organização à falência.

Entendido como o investimento em segurança contra incêndios é relevante para as empresas, convém também analisar o impacto que eles causam. Falaremos sobre isso no tópico a seguir.

Qual é o impacto dos treinamentos nas empresas?

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Por lei, toda empresa que tem 20 funcionários ou mais em seu quadro de colaboradores precisa ter uma brigada de incêndio. Trata-se de um órgão interno, formado pelos próprios colaboradores, que são treinados para agir em situações em que se percebe o início de um incêndio.

Os cursos ou treinamentos de combate ao incêndio podem ser ministrados por membros do Corpo de Bombeiros, ou por técnicos e engenheiros de segurança do trabalho. Em razão disso, nas empresas em que há um setor exclusivo para a tarefa, esses profissionais podem fazer a preparação e aplicação das aulas.

Os treinamentos de combate a incêndio trazem diversos benefícios para as empresas. Na sequência, entenda um pouco mais sobre os principais.

Adequação da empresa às legislações

Conforme destacamos, existem leis municipais e estaduais, bem como normas regulamentadoras válidas em nível nacional que obrigam as empresas a investirem em segurança contra incêndios.

De tal modo, ao adotar tais políticas, uma organização estará sempre adequada às legislações, evitando multas e outros contratempos, como os processos trabalhistas.

Proteção do patrimônio e meio ambiente

O patrimônio da empresa diz respeito a todo o seu espaço físico, e o meio ambiente, por sua vez, corresponde a toda a comunidade em que a organização está definida. Assim, as organizações também têm responsabilidade com o local em que atuam.

No caso de um incêndio, uma indústria que utiliza produtos químicos e nocivos à saúde, por exemplo, também pode ser responsabilizada por possíveis danos causados à saúde de moradores das ruas localizadas em seus arredores.

Já no que se refere à sua infraestrutura, por mais que tudo esteja segurado, os processos para indenizações por parte das seguradoras são bastante burocráticos e podem levar anos para que os devidos valores sejam pagos.

Logo, o treinamento de combate ao incêndio também gera proteção do patrimônio e do meio ambiente das organizações.

Prevenção e extinção de incêndios

Os treinamentos proporcionados na criação de uma brigada de incêndio trazem conhecimentos para que os colaboradores saibam como prevenir sinistros na organização. Além disso, também há orientações para que os funcionários saibam como agir de forma a extinguir princípios de incêndio e focos de fogo, utilizando equipamentos como o extintor.

Proteção e salvamento de vidas

A vida é o bem maior que cada indivíduo tem, pois, ao contrário dos bens materiais, ela não pode ser recuperada. De tal modo, o desenvolvimento de treinamentos para combate a incêndios é relevante para que haja mais proteção e salvamento de vidas. Uma empresa que investe na segurança contra incêndios está investindo também em seu capital humano, na preservação e na valorização das vidas de seus colaboradores.

Agora que você já sabe quais são os impactos positivos dos treinamentos para as empresas, deve estar se perguntando sobre os equipamentos essenciais para isso, não é mesmo? Vamos falar sobre isso no próximo tópico.

Quais são os equipamentos essenciais contra incêndio?

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Ao desenvolver um projeto de segurança contra incêndios, as empresas precisam investir em uma série de equipamentos essenciais para que tais medidas sejam aplicadas. A seguir, falaremos brevemente sobre os mais relevantes. Siga a leitura!

Extintores de incêndio

O equipamento mais conhecido para controlar ou eliminar o fogo é o extintor de incêndio. Tratam-se de tubos em que, com base na pressão interna, podem conter água, pó ou outros componentes químicos que ajudem a terminar com focos de fogo.

Os extintores de incêndio têm um funcionamento simples, de modo que qualquer pessoa que receber o devido treinamento poderá utilizá-los com facilidade. Eles também podem ser encontrados no mercado em diferentes tipos. São eles:

  • pó químico: é indicado para controlar incêndios causados por líquidos inflamáveis. Ele age por abafamento, interrompendo o processo de combustão;
  • gás carbônico: deve ser usado no caso de incêndios provocados por conta de equipamentos elétricos.
  • água: é utilizado em incêndios mais simples, em materiais como madeira, tecido, papel etc.;
  • espuma mecânica: a espuma forma um filme que abafa o fogo e resfria o local. Pode ser utilizado em incêndios de qualquer tipo, acompanhado de outros mais específicos.

Mangueiras de incêndio

Assim como os extintores, as mangueiras de incêndio são bastante populares. Elas são revestidas em poliéster e, em seu interior, têm um composto que é formado por borracha sintética vulcanizada.

As mangueiras também têm classificações diferentes — I, II e III. As do tipo I são mais indicadas para edifícios residenciais, enquanto as do tipo II são recomendadas para as indústrias e prédios empresariais.

Por sua vez, as mangueiras do tipo III são utilizadas pelos bombeiros, em geral, ligadas aos caminhões, para apagar incêndios de grandes proporções.

Detector e alarme de incêndio

Os detectores são dispositivos instalados em locais estratégicos da empresa, que identificam sinais de fumaça e calor, disparando um alarme. A ideia é que o som do alarme alerte as pessoas sobre o incêndio, para que elas deixam imediatamente o local.

Portas corta-fogo

É comum também que as saídas de escadas tenham portas corta-fogo. Elas são feitas de aço galvanizado e impedem que o fogo de um andar se espalhe tão facilmente para outro.

Iluminação de emergência

Todas as empresas que têm mais de dois pavimentos devem ter dispositivos de iluminação de emergência. São lâmpadas, geralmente em LED, que continuam funcionando no caso de acontecerem quedas ou interrupções de energia.

EPIs para bombeiros

Os equipamentos de proteção individual (EPIs) para bombeiros são essenciais para que os membros da empresa que contribuírem com o combate a um incêndio tenham a sua integridade física assegurada.

São exemplos de EPIs para bombeiros:

EPIs para brigadistas

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Assim como os bombeiros, os brigadistas que atuam na empresa também precisam ter os equipamentos necessários para serem utilizados em casos de incêndio na organização. Alguns dos principais itens que devem ser disponibilizados aos brigadistas são:

Ter os equipamentos necessários para o combate ao incêndio é importante para que se possa desenvolver um plano de fuga, no caso da ocorrência de sinistros. É sobre esse assunto que discutiremos no próximo tópico.

Como montar um plano de fuga na empresa?

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Quando um incêndio ocorre em uma empresa, é normal que as pessoas entrem em pânico e não saibam como proceder. Isso pode ser fatal, pois qualquer erro cometido na estratégia de fuga do local acarreta problemas maiores, como até mesmo o óbito desses indivíduos.

É por isso que montar um plano de fuga adequado e divulgá-lo corretamente é essencial para as empresas. A seguir, acompanhe um passo a passo resumido sobre como montar um plano de fuga para as organizações.

Defina o responsável pela elaboração do plano de fuga

O plano de fuga deve ser elaborado de acordo com as legislações vigentes, bem como conhecimento técnico sobre tudo o que se passa na empresa e suas instalações. Por isso, o responsável por esse trabalho deve ser o engenheiro ou técnico de segurança do trabalho.

Além do mais, também podem colaborar com essa elaboração os membros da CIPA, participando de reuniões e assembleias internas para sugerir tópicos a serem colocados em prática.

Faça um mapeamento da empresa

Cada empresa tem suas características próprias, no que se refere à estrutura física. Por isso, é preciso analisar os prédios ou galpões em que a organização está instalada. Esse trabalho é necessário para identificar possíveis saídas de emergência e pontos críticos e mais vulneráveis, que devem ser evitados em casos de incêndio.

Identifique possíveis riscos de explosões

É preciso que o responsável pela elaboração do plano de fuga analise criteriosamente o Mapa de Riscos Ambiental da empresa. Esse passo é fundamental para que equipamentos ou setores que lidam com itens inflamáveis, por exemplo, sejam descartados como rota no caso de ser necessário abandonar o local em um eventual incêndio.

Capacite os colaboradores da empresa

De nada adianta ter um plano de fuga muito bem estruturado se ele não for divulgado e os colaboradores da empresa não forem capacitados sobre como agir nesse tipo de situação.

Por isso, junto aos setores de comunicação e Recursos Humanos, devem ser desenvolvidas ações para divulgar os planos de emergência. Para isso, podem ser organizadas palestras, treinamentos de capacitação, desenvolvimento de materiais informativos etc.

Tenha uma equipe de evacuação

Nesses planos de fuga, é ideal contar com funcionários que sirvam como líderes para os processos de evacuação. Essas pessoas precisam receber orientações mais específicas e ter um treinamento adequado para que possam orientar os seus colegas sobre como proceder nas situações de incêndio.

O recomendado é que a equipe de evacuação tenha pelo menos quatro profissionais, que podem ser membros da CIPA da organização. Esses colaboradores atuam desde o momento em que é disparado o sinal de alarme até a retirada completa de todos os colaboradores da empresa.

Tudo isso exige muita calma e paciência, de modo que convém escolher pessoas que tenham essas características para realizar o trabalho. Uma pessoa nervosa e que não consegue passar segurança para quem está sendo resgatado pode só piorar a situação, causando ainda mais pânico.

Parte do trabalho da equipe de evacuação é também seguir as sinalizações contra incêndio e orientar todos os funcionários para que as utilizem corretamente. No próximo tópico, vamos falar mais sobre esse assunto.

Como montar uma sinalização contra incêndio?

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Planejar a sinalização da empresa é outro ponto muito importante, para garantir a segurança em caso de ocorrerem incêndios. É preciso também seguir uma série de passos para montar uma sinalização adequada. Veja uma breve explanação a seguir.

Conheça os tipos de sinalização contra incêndios e pânico

Existem diferentes tipos de sinalização que devem ser utilizados para garantir os planos e simulações de fuga de incêndios. Tratam-se dos seguintes subgrupos:

1. Sinalização de proibição

São sinalizações que indicam ações que são proibidas, pelo fato de poderem desencadear um incêndio ou torná-lo ainda mais grave. Esse tipo de sinalização deve ser sempre na forma redonda e ter a cor de contraste branca. Já a cor de segurança deve ser vermelha e o símbolo desenhado deve ter a cor preta.

2. Sinalização de alerta

Essa sinalização deve ter formato triangular, com cor de contraste amarela e a moldura e a cor do símbolo desenhado em preto. Tratam-se de placas que devem alertar sobre os locais que têm grande potencial de risco.

3. Sinalização de orientação e salvamento

Essas placas devem indicar quais são as rotas de fuga em caso de incêndio. Elas são quadradas ou retangulares, com cor verde e o símbolo desenhado de forma fotoluminescente.

4. Sinalização de equipamentos

As placas de sinalização de equipamentos, como o próprio nome sugere, demonstram os alarmes, extintores e outros itens de proteção disponíveis para uso. Elas devem ser quadradas ou retangulares, ter a cor vermelha e os símbolos fotoluminescentes.

5. Sinalização complementar

Essas placas são aquelas cujo uso é indicado para indicar o trajeto de fuga ou os obstáculos presentes. Elas servem para complementar outras placas e não têm um padrão específico de cores para ser utilizado.

Desenvolva um layout adequado

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Para que o plano de sinalização seja implementado de forma adequada e obtenha êxito, é preciso de um layout em que as placas sejam bem visualizadas. Desse modo, é preciso levar em consideração uma série de fatores, tais como:

  • instalar as placas em locais que tenham uma altura de, no mínimo, 1,80 metro;
  • dispor as placas com uma distância mínima de 15 metros entre cada uma delas;
  • ter o cuidado para que a distância máxima de uma placa de saída não seja superior a 7,5 metros;
  • evitar que obstáculos, como móveis e máquinas impeçam a visualização das placas;
  • se for necessário incluir sinalizações em língua estrangeira, elas devem vir logo após as que têm o texto em português, que jamais deve ser apagado;
  • as placas que indicam a rota de saída devem estar a uma altura que varie entre 0,25 e 0,50 metro do piso. Elas também devem obedecer a uma distância máxima de 3 metros;
  • as placas que mostram saídas de emergência por meio de portas devem ser fixadas logo acima, com um distância máxima de 10 centímetros, em relação ao batente.

Ensine os funcionários a interpretarem sinais

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Assim como acontece com o plano de fuga, a sinalização contra o incêndio só será efetiva se os funcionários souberem sobre o seu funcionamento. Por isso, é preciso que, nos treinamentos contra incêndios, seja ensinado sobre a interpretação das placas.

Devem ser explicados os desenhos das placas e o que os símbolos representam, as cores utilizadas em cada situação etc. Desse modo, compreendendo o significado de cada sinalização, não ocorrerão erros, caso seja realmente necessária uma fuga em casos de incêndio.

Montar um treinamento de segurança contra incêndios é muito importante para as empresas de qualquer porte, pois ninguém está livre de que esse tipo de sinistro aconteça. O ideal, portanto, é investir sempre de forma preventiva, em vários momentos e de forma contínua, não apenas uma vez ao ano.

Contar com bons equipamentos de segurança, como você pôde perceber no decorrer deste post, é essencial para prevenir e combater incêndios. O Gaveteiro pode ajudar nesse sentido, oferecendo uma ampla variedade de EPIs e outros itens de segurança. Acesse o site e confira os nossos produtos!

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Sobre o autor

flavaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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