Construção Civil

Riscos no trabalho: tudo o que precisa saber para evitá-los!

Flavia Vaccaro
Escrito por Flavia Vaccaro

Sem dúvida, riscos no trabalho são circunstâncias que todos os gestores de empresas desejam impedir. Afinal, eles geram acidentes e são uns dos maiores motivadores de indenizações laborais, pois afetam a segurança e integridade física dos funcionários. Portanto, o ideal será sempre a prevenção. Logo, investir em melhorias de segurança do trabalho é indispensável.

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Pensando nisso, reunimos, neste conteúdo, informações que necessitam ser de seu entendimento. Vamos mostrar um panorama sobre esse tema, bem como suas vantagens, responsabilidade dos empregados e empregadores e quais são os EPIs necessários para cada função/segmento.

Ficou interessado? Então, continue a leitura!

O que é acidente de trabalho?

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Segundo o Artigo 19 da Lei 8.213/91 acidente do trabalho é uma eventualidade de natureza física ou mental sofrida pelo colaborador, no exercício de suas tarefas laborais, provocando óbito, lesão corporal ou alguma deficiência motora que diminui o desempenho profissional de forma temporária ou permanente.

Para evitar confusões, essas ocorrências foram classificadas em três categorias. Veja abaixo.

Acidente típico

Surge no ambiente de trabalho ou em suas proximidades. Eles acontecem devido à imprudência, negligência, ou ainda por motivos naturais, como alagamentos, deslizamentos ou raios. Esse tipo de acidente abrange os profissionais que estão viajando a serviço da empresa.

Acidente atípico

Ocorre por conta da repetição de movimentos ou enfermidade que tenha relação com o ofício. A Lesão por Esforço Repetitivo (LER) é sempre o melhor exemplo. Outras eventualidades que podem ser destacadas como atípicas são:

  • acidente durante os horários de alimentação e descanso;
  • contaminação acidental no trabalho;
  • conduta de agressão ou sabotagem.

Acidente de trajeto

Acontece ao longo do percurso do colaborador entre o trabalho e sua residência e vice-versa, tanto em transporte da empresa quanto no veículo próprio.

Situações que não são consideradas acidentes de trabalho

Algumas circunstâncias não são catalogadas como acidentes de trabalho. São elas:

  • doença inerente à idade do profissional;
  • enfermidade degenerativa;
  • disfunção que não compromete a realização laboral;
  • patologia endêmica contraída por colaborador que resida em área onde ela se prolifera — ex: dengue, febre amarela, malária, meningite etc. —, exceto quando for constatado que a transmissão ocorreu nas dependências da empresa.

Qual a importância de se prevenir os riscos no trabalho?

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Muito se engana quem pensa que o trabalhador é o único favorecido quando a organização investe na prevenção de riscos no trabalho. Ao adotar as normas regulamentadoras prescritas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a própria companhia desenvolve um ambiente mais propício e com menos acidentes.

Confira, a seguir, alguns benefícios desse tipo de investimento.

Reduz custos

As multas e processos trabalhistas são as grandes vilãs das empresas — justamente por causa de acidentes durante a jornada de trabalho — e, dessa forma, aplicar uma rígida segurança no recinto corporativo evita diversos contratempos de ordem jurídica.

Ao respeitar a lei, disponibilizando equipamentos de proteção (EPIs e EPCs), treinamentos e reciclagens periódicas, haverá uma diminuição notável nas finanças em virtude das poucas indenizações requisitadas após os incidentes.

Sem contar que companhias que investem na segurança de suas equipes vivenciam impactos positivos na produção, como o declínio do número de licenças médicas.

Essas ações são muito válidas e trazem muitos retornos de médio e longo prazos, uma vez que amenizam gastos desnecessários.

Aumenta a produtividade e eficiência

Um local de trabalho seguro é mais produtivo, o que torna o colaborador mais engajado. Assim, ele desenvolve mais facilidade para executar seus serviços.

Além disso, medidas preventivas reforçam o vínculo empregatício de pertencimento e orgulho dos trabalhadores em atuar em uma companhia que zela pelo seu bem-estar. Isso ajuda a superar barreiras de contato exclusivamente profissional, gerando um ambiente laboral mais amigável e descontraído.

Favorece a credibilidade da empresa

A tão comentada responsabilidade social, quando verdadeiramente aplicada gera mais credibilidade nas empresas. Incentivar condutas como forma de promover os valores da marca é algo que é bem-visto por todos (equipe e clientes). A imagem da companhia é essencial para agregar valor ao negócio e aumentar a cartela de consumidores.

Quando esse tipo de responsabilidade supera o conceito institucional e do cumprimento à legislação, há o objetivo de atender todos os requisitos de saúde e segurança, de modo a zelar pelos funcionários e garantir melhor qualidade de vida. Assim, a instituição fica a um passo de se tornar referência e autoridade no seu segmento de mercado.

Otimiza o tempo e os processos

Quando acidentes são evitados, a organização consegue cumprir prazos na entrega de mercadorias e serviços, trazendo mais credibilidade ao empreendimento. A rapidez torna-se uma realidade, uma vez que a produção não terá que parar por causa de incidentes.

Engenheiros e/ou técnicos de segurança que aplicam ações prevencionistas criam ambientes saudáveis para o andamento do negócio, melhorando o tempo de todos os departamentos — do chão de fábrica ao administrativo.

Em contrapartida, assim que uma organização registra um acidente de trabalho, é necessário abrir uma investigação interna, averiguar todos os pormenores da situação e acionar peritos. Enfim, a lista de atribuições é ampla.

Por consequência, a rotina de todos os colegas fica abalada dentro da empresa, o que pode prejudicar a imagem da corporação e atrasar diversas atividades internas e externas. Além disso, dependendo da gravidade da ocorrência, a qualidade dos serviços pode ser afetada, sem contar que alguns bons colaboradores podem deixar a empresa. Por isso, é importante investir em prevenção de acidentes.

Cumprimento de normas e regulamentações

Um compilado de normas regulamentadoras, Artigos da CLT, Portarias e Instruções Normativas regem a ações de segurança do trabalho e saúde ocupacional, bem como indicam a documentação e as obrigações necessárias para a companhia ficar em dia com a legislação.

Ao cumprir esses requisitos, você reduz a frequência de indenizações por parte dos funcionários, que têm até 24 meses para solicitar uma ação trabalhista.

Quais são os riscos no trabalho?

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Via de regra, os riscos laborais estão atrelados ao ambiente de trabalho no qual o empregado está sujeito. Entre tantas outras circunstâncias que podem prejudicar a integridade física da equipe, vamos elencar, a seguir, as principais. Acompanhe.

Riscos ergonômicos

É toda condição em que há trabalhos em turnos, jornadas prolongadas e exigência de má postura, entre outras ações que demandam esforço físico exagerado.

Pode-se medir o nível de insalubridade por meio de um laudo ergonômico, relatório que levanta fatores como bem-estar e conforto propostos aos funcionários em suas funções. Aqui, vale considerar os benefícios da ergonomia no ato da proposição de medidas corretivas.

Riscos físicos

São aqueles que englobam ambientes relacionados a aspectos como calor, frio, radiações, ruídos, pressões anormais, umidade e vibrações. Para cada um desses tipos de riscos, existem medidas preventivas e limitações que devem ser respeitadas.

Riscos químicos

Retratados por poeira, gases, vapores e qualquer tipo de resíduo ou substância lançada no ar. Os riscos químicos são extremamente nocivos à saúde dos funcionários. Nesse sentido, é o grau de toxicidade do produto químico que define o tempo máximo que uma pessoa pode ter contato com ele.

Por exemplo, alguns reagentes podem ser manuseados por poucos segundos, outros necessitam de procedimentos específicos, como ações protetivas em caso de inflamáveis, misturas tóxicas e neutralização de produtos.

Riscos biológicos

Esse é o risco laboral que abrange um grande grupo de micro-organismos prejudiciais, sendo os principais:

  • bactérias;
  • fungos;
  • vírus.

Os critérios de prevenção, EPIs e tempo tolerável de contato variam conforme o grau de patogenicidade ao qual o profissional está sujeito em sua tarefa. Lembrando que, nesse sentido, o setor também precisa implantar parâmetros de segurança coletiva.

Riscos de acidentes

Por fim, os riscos no trabalho mais extensos são os acidentes. Entre diversas outras circunstâncias perigosas, as que podem causar lesões graves são:

  • ferramentas descalibradas;
  • fios desencapados;
  • iluminação insuficiente;
  • manuseio de equipamentos e materiais pesados;
  • trabalhos em altura.

Como evitar os riscos e acidentes de trabalho?

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Existem inúmeras condutas que podem ser tomadas pela companhia e também pelos colaboradores para diminuir a frequência de acidentes. Como em todos os outros assuntos da vida, a precaução é fundamental, uma vez que otimiza o local de trabalho para a execução das atividades de rotina. Veja algumas dicas.

Promova treinamentos

O cotidiano mostra que as campanhas de conscientização e capacitação da equipe são imprescindíveis para a redução de acidentes. Ao promover palestras, treinamentos, murais educativos e sinalizações de segurança, a corporação consegue ensinar a todos quais são os maiores riscos de cada área e atividade. Afinal de contas, não tem como evitar aquilo que não se conhece.

Cabe aqui mencionar a importância da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), evento obrigatório prescrito pela NR-5. Ela é ideal para realizar campanhas de conscientização e educação dos funcionários. É um momento importante, inclusive, para mobilizar os colaboradores da melhor forma possível.

É preciso ter em mente que esse e outros eventos podem aproximar setores como o Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho e os Recursos Humanos, permitindo que eles trabalhem em conjunto para melhorar a gestão de pessoas. Eliminar o número de acidentes é uma tarefa desafiadora, mas a disciplina e a instrução são grandes aliadas da prevenção.

Sinalize os riscos

Os trabalhadores devem conhecer os riscos aos quais estão sujeitos nas tarefas que forem executar. Essas indicações podem ser repassadas por meio de placas, quadros, cores e símbolos (alta tensão, explosões, queda de materiais), com o apoio de um manual de segurança do trabalho — que mostra como agir em situações de perigo.

Além disso, equipamentos de proteção coletiva (corrimões, escadas, rampas) devem ficar em áreas de acesso facilitado. Dessa forma, a empresa pode fazer fiscalizações e simulações para incentivar condutas seguras, corrigir maus hábitos e fortalecer a cultura da prevenção de acidentes.

Dê importância aos exames periódicos

As enfermidades ocupacionais são situações que, em geral, não ocorrem de forma repentina com os funcionários de uma empresa. Elas podem surgir de situações recorrentes no ambiente de trabalho.

Para identificá-las, você precisa fazer com que a sua equipe sempre realize exames médicos periódicos, para manter atualizados os dados sobre a saúde de todos. Assim, é possível evitar ou detectar doenças laborais logo em sua origem, facilitando o tratamento.

Ademais, é possível realizar um diagnóstico e descobrir a nocividade do local de trabalho. Caso muitos colaboradores apresentem queixas ou enfermidades semelhantes, é indício de que algo está errado e deve ser resolvido com urgência.

Fiscalize o uso de equipamentos de segurança

A norma regulamentadora (NR-6) determina que a companhia não somente forneça, mas também instrua os colaboradores sobre o uso e fiscalização do EPI necessário para a execução da atividade desenvolvida, sob pena de pagamento de indenizações e multas.

Já o empregado tem como obrigação utilizar, conservar e pedir a troca desses acessórios em caso de necessidade. Se ele recusar o uso do equipamento, a companhia pode suspendê-lo ou demiti-lo por justa causa.

De forma regular, você, ou algum membro da CIPA, deve fiscalizar se a utilização dos EPIs está sendo feita da maneira correta ou não. Com isso, você consegue ter uma noção do comprometimento da equipe com a sua própria segurança, ou se é necessário tomar providências.

Cuide da higiene ocupacional

A manutenção de um local de trabalho seguro está atrelada à organização e higiene ocupacional. Isso porque vários acidentes podem ser causados por mobiliários, ferramentas e peças espalhadas ou colocadas em ambientes inapropriados — que dificultam a circulação e visualização de pessoas.

Além disso, quando se utiliza produtos perigosos, é preciso tomar medidas para que estes sejam armazenados corretamente, com a devida orientação e sinalização para acesso e manipulação.

Faça manutenções preventivas

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Resultados benéficos são possíveis sempre que a precaução é a máxima adotada em empresas. Logo, por mais ínfima que seja uma medida direcionada para prevenção de acidentes, ainda assim será de grande valor.

Dessa forma, é fundamental:

  • promover a manutenção em sistemas hidráulicos e elétricos;
  • substituir peças e ferramentas defasadas;
  • criar estruturas e fluxos de emergência;
  • selecionar materiais não perigosos sempre que possível.

Todas essas ações formam um conjunto seguro de manutenção preventiva.

Evite a pressa

O ditado clichê “pressa é inimiga da perfeição” é totalmente verídico. Pensando sobre riscos no trabalho, muitos acidentes podem ocorrer por causa da falta de atenção dos colaboradores ao realizarem atividades sobre pressão. Isso porque eles não conseguem raciocinar com clareza ou refletir sobre o que estão fazendo. Portanto, jamais acelere o trabalho da equipe, pois além de aumentar os riscos, ela entregará resultados de qualidade duvidosa.

Promova ações de saúde e qualidade de vida

NR-17 adapta as condições laborais às características psicofisiológicas dos funcionários. O intuito é garantir o máximo de conforto e segurança. Mas como oferecer esses benefícios para a equipe?

É simples, basta zelar pela saúde e qualidade de vida. É por esse motivo que as práticas que geram bem-estar no trabalho são consideradas como preventivas para acidentes. Afinal, um profissional com fraqueza muscular, ansiedade, dores crônicas e cansaço tem maiores chances de se acidentar.

Nesse caso, é considerada não somente a prevenção de riscos no trabalho, mas também a redução de doenças laborais. Conheça, a seguir, algumas ações que garantem a saúde do time:

  • alongamento;
  • academia corporativa;
  • fisioterapia preventiva;
  • palestras de educação e saúde;
  • reeducação alimentar;
  • programa de prevenção de enfermidades crônicas: hipertensão, obesidade e diabetes.

Quais são os tipos de EPIs para evitar os acidentes e riscos no trabalho

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A utilização de EPI só é liberada quando não é possível eliminar todos os riscos do setor. Ou seja, não existindo providências viáveis e competentes de segurança coletiva, os equipamentos individuais tornam-se necessários.

Por exemplo, antes de determinar que os colaboradores de um departamento devem usar protetores auriculares, é preciso fazer a medição de ruídos e considerar as possibilidades de isolamento acústico de equipamentos e máquinas no ambiente.

No que se refere aos EPIs deteriorados ou perdidos, é responsabilidade da instituição substituí-los de forma imediata. O uso responsável do equipamento evita empecilhos para ambas as partes, sem contar que eles permitem que as funções sejam desempenhadas com maior rendimento e segurança.

É fundamental que todos os equipamentos sejam conservados e tenham um certificado de aprovação (CA), emitido pelo Ministério do Trabalho. Conheça abaixo alguns acessórios por segmento.

Equipamentos da indústria alimentícia

Itens dessa categoria são essenciais para evitar o contato direto dos profissionais com os alimentos produzidos. Veja os mais utilizados nesse ramo.

  • avental: protege o tronco dos colaboradores com eficiência;
  • botas de segurança: são aderentes e previnem que os funcionários escorreguem;
  • luva nitrílica: é altamente resistente a diversos produtos químicos, e garantem melhor flexibilidade e manuseio de equipamentos e ferramentas;
  • luva em malha de aço: protege a mão contra objetos cortantes (facas, cutelos e limas);
  • mangote de PVC: útil para a proteção dos membros superiores contra respingos;
  • máscara de segurança: evita a aspiração de resíduos e vapores tóxicos;
  • toucas de proteção: acessório essencial para higienização, pois evita a contaminação por fios de cabelo nos alimentos. São de bastante usabilidade e descartáveis.

Equipamentos usados na construção civil e elétrica

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Esses segmentos representam áreas altamente suscetíveis a acidentes. Portanto, é necessário ter uma atenção especial aos colaboradores e os EPIs mais apropriados são:

  • bota de segurança com bico de aço: protege os pés do trabalhador contra quedas de objetos e na segurança contra choques;
  • capacete de segurança: é um dos equipamentos mais importantes, pois protege o crânio do usuário contra ferramentas que possam cair de alturas elevadas, como também ameniza o dano causado por quedas;
  • cinto de segurança: indicado para proteger profissionais que executam tarefas em estruturas elevadas;
  • luvas de segurança: são diversos os tipos utilizados na construção civil e elétrica. As mais usadas são as luvas de raspa, luvas tricotadas, luvas de vaqueta e luvas de PVC;
  • protetor auditivo: concede proteção contra ruídos constantes que prejudicam a audição do colaborador.

Equipamentos do ramo industrial

Nessa categoria, há diversas tarefas que oferecem riscos aos profissionais. Em razão disso, é indicada a utilização do EPI correto que ofereça qualidade e resistência. Confira alguns acessórios:

  • bota de polietileno: muito usada em funções que envolvem processamentos de materiais orgânicos e alimentos;
  • luvas de clute: bastante indicada para atividades que envolvem soldagem e tarefas com agentes abrasivos;
  • macacão de segurança: recomendado para evitar respingos de resíduos químicos (revestimentos spray e pinturas), bem como proteger tronco e membros;
  • mangote anticortes: esse EPI é usado para funções com médias e altas agressões. Bastante comum em metalúrgicas, açougues, indústrias automotivas, entre outras.

Equipamentos para limpeza profissional

Os serviços referentes à higienização são nocivos se executados de forma desprotegida. Assim, é necessário ter muita cautela. Conheça os acessórios que não podem faltar na sua empresa:

  • creme desengraxante: para limpeza efetiva das mãos após a limpeza. Remove sujeiras médias da pele, como graxas, fuligens, negro de fumo e óleos com facilidade, sem causar irritações;
  • óculos, visores e máscaras de proteção: evitam acidentes com respingos químicos que podem causar lesões no trabalhador;
  • uniformes impermeáveis: servem para proteger contra umidade, chuva e produtos químicos. Existem modelos específicos para cada tipo de limpeza;
  • luvas de proteção: podem ser usadas para diversos serviços de higienização. Luvas de látex, por exemplo, servem para manipular resíduos biológicos e são ideais para evitar umidade;
  • botas de proteção: são obrigatórias em qualquer tarefa de limpeza. Botas à base de PVC são utilizadas durante lavagens de piso, pois diminuem a probabilidade de derrapagens.

Equipamentos para trabalhos em altura

O uso de EPI para esse tipo de função é indispensável, pois um acidente causado por queda pode gerar diversas lesões, ou levar à morte. Veja os itens que não podem faltar:

  • trava quedas: é conectado ao cabo de aço e ao cinturão de segurança. Permite movimentações horizontais e verticais, indicado para realizar tarefas em andaimes e escadas;
  • cinturão de segurança tipo paraquedista: é um acessório de retenção de queda que é fixado no dorso do colaborador a fim de ancorá-lo;
  • capacete com jugular: ameniza o impacto da queda na região da cabeça do trabalhador e é obrigatório;
  • talabartes: evita colisões na parte inferior em caso de queda;
  • mosquetão: facilita a ancoragem conectando o cinto de segurança, talabartes, trava quedas e outros acessórios. É fundamental utilizar esse acessório durante todo o período de exposição à altura.

Importante! Vale destacar que os EPIs mencionados não são, necessariamente, exclusivos para os ramos citados. Isso vai depender das demandas de cada tipo de empresa. Sem contar que todas as atividades e setores devem passar por auditorias e perícias — realizadas pelo engenheiro do trabalho — para verificar se a função está sendo executada corretamente e se é preciso substituir alguns acessórios.

Esperamos que os riscos no trabalho mencionados neste post tenham o ajudado a detectar quais eventualidades podem ser nocivas aos seus colaboradores. Ao promover boas medidas de segurança, sua empresa se tornará um lugar melhor para trabalhar, o que reduz a frequência de afastamentos e eleva a satisfação da equipe.

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Sobre o autor

Flavia Vaccaro

Flavia Vaccaro

Flavia é redatora do Gaveteiro.com.br

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