Dicas do Gaveteiro

Guia completo: entenda quais cuidados tomar ao trabalhar com eletricidade

Fernanda Silva
Escrito por Fernanda Silva


Ao acompanhar uma obra, um dos pontos que mais merecem atenção por parte dos gestores e dos colaboradores é o trabalho com eletricidade. Sobretudo, essa temática é importante tanto para o bom funcionamento da rede elétrica da edificação como para o gerenciamento dos riscos dessas instalações, que precisam ser minimizados.imagens-ilustrativa-de-luvas-a-ser-usadas-na-cozinha-epi-em-latex-e-antitermica-mais-usada-na-cozinha-industrial

Por isso, precauções devem ser tomadas e alguns protocolos de verificação precisam ser seguidos no dia a dia, evitando a ocorrência de acidentes na obra que envolvam equipamentos elétricos e redes de alta tensão. Trabalhar com eletricidade exige conhecimento dos seus princípios, causas e efeitos, portanto, é um assunto muito sério dentro do canteiro.

Pensando nisso, desenvolvemos este guia completo com tudo o que você precisa saber sobre o trabalho com eletricidade, os cuidados que devem ser tomados, os benefícios de contar com profissionais qualificados e quais são as principais normas de segurança que devem ser seguidas. Acompanhe!

Quais os riscos do trabalho com eletricidade?

O choque elétrico é um dos riscos mais conhecidos e que oferece o maior perigo quando se pensa em segurança em eletricidade. A maior parte das pessoas, sejam os profissionais envolvidos com essas atividades ou aqueles que nunca trabalharam nessa área, já tomou alguma descarga, mesmo que muito pequena.

Entretanto, o risco de choque elétrico está muito longe de ser o único quando se fala em trabalho com eletricidade. A partir disso, vamos elencar a seguir as principais ameaças para os profissionais que executam atividades nesse setor. Confira!

Choque elétrico

O corpo humano é um bom condutor de eletricidade e, quando entra em contato com alguma corrente elétrica, esta é conduzida para outros elementos ou para a terra. Esse fenômeno é conhecido como choque elétrico, causando contrações musculares e calor nas áreas atingidas.

Guia completo: entenda quais cuidados tomar ao trabalhar com eletricidadeSobretudo, é a intensidade e o tempo de exposição da corrente elétrica que percorre o corpo que define as consequências desse contato, podendo variar desde queimaduras até, em alguns casos, paradas cardíacas. Além disso, em situações mais extremas, é possível que o indivíduo venha a óbito, tamanha é a desorganização do arranjo fisiológico das células provocada por esse fenômeno.

Arcos elétricos

Nessa perspectiva, o choque elétrico não é o único risco de trabalhar com eletricidade e entrar em contato direto com a corrente. O fenômeno de arco voltaico se dá com a transmissão dos elétrons a partir de um meio a princípio isolante, como é o caso do ar, provocada geralmente pelo acionamento ou não de dispositivos elétricos ou curtos-circuitos.

Apesar do choque elétrico ser o risco mais conhecido, ele não é mais nocivo e problemático do que o arco elétrico. O calor que é produzido pelo segundo fenômeno excede facilmente a tolerância da pele do nosso corpo, provocando queimaduras de segundo e de terceiro grau e, em alguns casos, com potencial suficiente para queimar vestimentas e provocar incêndios.

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Queimaduras

Como vimos anteriormente, o choque elétrico e o arco voltaico são fenômenos que podem provocar queimaduras sérias, seja pelo contato direto com elementos condutores de eletricidade, seja com a transmissão da corrente pelo ar.

Nessa perspectiva, uma das lesões mais graves que podem ser causadas ao corpo humano em função do trabalho com eletricidade são as queimaduras, que em muitos casos são mais problemáticas do que as causadas pelo contato com fogo.

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Isso se dá pelo chamado fator iceberg, que indica que a lesão externa não representa a real gravidade do problema, ou seja, o ferimento interno é muito pior do que aparenta ser. Dessa forma, a queimadura provocada pelo contato com a corrente elétrica é muito mais significativa na camada dérmica do que na epidérmica.

Além disso, analisar o caminho que a corrente elétrica percorre pelo corpo é um fator determinante para entender a extensão e as características da lesão. Por isso, é muito importante ter cuidado nessas situações e seguir orientações adequadas para tratar os ferimentos, sem agravar ainda mais o problema.

Existem algumas crenças populares que indicam passar produtos caseiros em queimaduras ocasionadas por falta de segurança em eletricidade, como clara de ovo e creme dental. Porém, o mais recomendado nessas circunstâncias é desligar imediatamente os equipamentos e acionar a emergência.

Riscos complementares

Além das queimaduras, os profissionais que trabalham com eletricidade ainda estão sujeitos a outros riscos em caso de falta de segurança. Quando se trata de trabalho em altura, por exemplo, um choque elétrico leve, mesmo que inofensivo em algumas situações, pode levar a quedas, agravando consideravelmente o problema.

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Outros riscos inerentes às atividades executadas são as explosões, choques acústicos e problemas ocasionados por exposição a campos eletromagnéticos. Além disso, o ataque de insetos também é uma adversidade muito comum na vida dos profissionais que trabalham com eletricidade, como em postes e subestações infestados de marimbondos e abelhas, por exemplo.

Quais são as causas de falta de segurança em eletricidade?

A negligência pode ser entendida como o principal fator causador de acidente de trabalho com profissionais que executam atividades com eletricidade. Dessa forma, o não atendimento aos procedimentos de segurança recomendados traz sérios riscos para todos os colaboradores na área de serviço.

Sobretudo, entre os fatores pontuais mais conhecidos, podemos citar:

  • falta de qualificação ou cuidado ao utilizar corretamente os equipamentos de segurança;
  • uso de ferramentas e equipamentos incompatíveis com as atividades que serão desenvolvidas;
  • uso de ferramentas e equipamentos danificados;
  • realização de atividades em equipamentos e componentes que não estão completamente desligados da corrente elétrica;
  • uso inadequado dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

Para apresentar mais detalhes dessas situações, separamos a seguir algumas das principais causas de acidentes com eletricidade observadas nas atividades das organizações. Descubra!

Falta de treinamento técnico

A maior parte dos gestores e administradores entendem que a capacitação de seus colaboradores e a atualização constante das normas regulamentadoras é um dos fatores mais importantes quando se fala em segurança do trabalho.

No entanto, a falta de treinamento e negligência ainda são alguns dos principais motivos de acidentes ao trabalhar com eletricidade. Por isso, é muito importante que sejam promovidos capacitações e debates para atualização das informações de segurança, conscientizando todos os profissionais dos riscos inerentes às suas atividades.

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Não cumprimento dos procedimentos exigidos

Complementando a causa anterior, um profissional sem treinamento dificilmente conseguirá executar suas funções adequadamente, ou seja, cumprindo os procedimentos corretos. Sendo assim, não é por acaso que essas duas situações constituem o motivo principal de acidentes nessa área.

Falta de comunicação

Quando o assunto é segurança, é fundamental manter uma comunicação ativa, clara e coerente. A importância desse fundamento está aliada à discussão do tema e à orientação dos funcionários, que precisam ser frequentes para que sejam evitados futuros acidentes.

Distrações

Uma função que oferece riscos necessita ser executada com o máximo de atenção e cautela, devendo o profissional estar 100% focado na atividade que está desenvolvendo. Da mesma forma, é essencial que a organização ofereça um ambiente adequado e livre de distrações para que o colaborador esteja sempre atento.

Não usar os EPIs corretamente

Por lei, a empresa é responsável pelo fornecimento dos equipamentos de proteção individual, em função dos riscos a que os colaboradores estarão submetidos. Da mesma forma, é igualmente obrigatório que os profissionais usem esses itens de segurança, diminuindo as possibilidades de acidentes.

Sobretudo, esses equipamentos de proteção têm o objetivo de zelar pela vida do profissional durante a execução de seus serviços e, portanto, precisam ser utilizados corretamente e jamais deixados de lado.

Quais são os EPIs recomendados para trabalhos com eletricidade?

O uso de equipamentos de proteção individual é fundamental em qualquer canteiro de obras. No entanto, as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho apontam cuidados específicos para os profissionais que trabalham com eletricidade.

Os profissionais que estão em contato direto com instalações elétricas precisam utilizar componentes e equipamentos coerentes com as atividades executadas. Dessa forma, esses itens devem contemplar parâmetros de inflamabilidade, condutibilidade e influências eletromagnéticas. Além disso, devem ser retirados adornos pessoais que venham a conduzir eletricidade, como brincos ou correntes.

A seguir, separamos a seguir alguns dos EPIs mais importantes para os profissionais que trabalham com eletricidade e se expõem ao risco elétrico, que são:

  • capacete de segurança classe B: é essencial para a proteção contra impactos e choques elétricos;
  • óculos de proteção: preservam e protegem os olhos de fagulhas e corpos estranhos direcionados contra o rosto;
  • luvas isolantes: são itens que garantem precisão em atividades mais minuciosas, ao mesmo tempo em que protegem de descargas elétricas;
  • botina para eletricista: promove a proteção dos membros inferiores e tem isolamento elétrico;
  • uniforme de tecido antichamas: é imprescindível que esse equipamento tenha proteção contra o arco elétrico, com camadas de tecido que ofereçam defesa extra para o profissional;
  • mangas isolantes: a borracha é um material que evita que os braços e antebraços sejam atingidos nas atividades com eletricidade.

Como já apresentado anteriormente, é responsabilidade do empregador oferecer equipamentos apropriados e certificados para os profissionais, fiscalizando o seu uso. Da mesma forma, é obrigatório que os colaboradores utilizem corretamente esses itens de segurança e preservem a sua integridade.

vestimenta para eletricista, por exemplo, é um item que garante a integridade física do profissional, é exigida pelas normas regulamentadoras e facilita o trabalho, oferecendo maior conforto e flexibilidade durante as atividades.

Por que a padronização de procedimento é importante e como fazer?

O canteiro de obras é um espaço que não aceita as famosas gambiarras, que são os improvisos que causam acidentes e trazem incontáveis prejuízos, como lesões ou até mesmo óbitos. Por isso, além da qualificação dos profissionais, as atividades desenvolvidas precisam seguir procedimentos rígidos que garantam a segurança de todos os envolvidos.

Nessa circunstância, as normas regulamentadoras trazem parâmetros específicos com relação aos cuidados com a eletricidade na obra, desde as etapas de projeto até a entrega final.

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Além das disposições sobre os equipamentos, as normas regulamentadoras apresentam orientações sobre as questões de segurança mais importantes, como é o caso de:

  • adoção de medidas preventivas que controlem os riscos elétricos e os outros problemas adicionais que venham a ocorrer;
  • oferecimento de condições seguras durante o funcionamento das instalações elétricas;
  • adoção de medidas de proteção e prevenção contra explosões e incêndios;
  • exigência de permissão formalizada para a realização de atividades com eletricidade dentro do canteiro de obras.

Sobretudo, os procedimentos com relação a todos esses assuntos são padronizados e constam nas normas regulamentadoras. A NR-10, por exemplo, é um dos documentos que precisam ser lidos e interpretados pelos gestores da obra.

Da mesma forma, é imprescindível o auxílio do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que, caso existam na empresa, garantem a aplicação desses regulamentos e estendem para todos os outros colaboradores.

Conscientização da equipe

A mudança de hábito e de cultura passa pelo processo de educação. Dessa forma, a conscientização dos funcionários, envolvidos diretamente com atividades elétricas ou não, é fundamental para seguir a padronização dos procedimentos.

Essa conscientização pode ocorrer a partir de ações da SIPAT, Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, ou até mesmo treinamentos exclusivos e específicos sobre essa temática. Dentro desse âmbito, é sempre essencial enfatizar sobre:

  • a importância da organização dentro do canteiro de obras;
  • a necessidade de cumprir adequadamente todas as normativas de segurança, incluindo o uso dos EPIs;
  • a observação dos procedimentos corretos de trabalho, sempre levando em consideração as normas regulamentadoras.

Por fim, a especialização dos colaboradores a partir de cursos de capacitação específicos auxilia no entendimento das normas e dos critérios de segurança para o desenvolvimento das atividades com eletricidade.

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Qual a importância da qualificação para esse tipo de trabalho?

O trabalho com eletricidade exige que seus profissionais já apresentem conhecimentos relevantes na área, muito por conta das normas e das práticas de serviço específicas. Por isso, cursos de eletricista e experiências anteriores contribuem para o bom funcionamento desse setor em uma indústria.

Um profissional eletricista, sendo de instalação ou de manutenção, tem habilidades para executar diversas atividades dentro dos ambientes industriais, planejando e mapeando todos os componentes elétricos do segmento, além de atender os equipamentos e maquinários e reparar os recursos pertinentes. Guia completo: entenda quais cuidados tomar ao trabalhar com eletricidade

No entanto, é importante destacar que todo esse conhecimento é obtido a partir de cursos e qualificações, principalmente quando se trata de sistemas elétricos industriais, que são muito mais complexos que as instalações residenciais. Os profissionais que atuam dentro desse segundo segmento, por exemplo, não podem atuar no primeiro sem se especializar.

Conhecimento das normas que regem a atividade

Para que os colaboradores responsáveis por essa área compreendam como funciona a execução adequada de suas atividades, é essencial que eles estejam atentos aos requisitos estabelecidos pelas normas regulamentadoras.

Sobretudo, essas normas trazem informações sobre a segurança, a qualidade requerida dos equipamentos elétricos empregados e os parâmetros que precisam ser seguidos durante o andamento dos serviços com eletricidade, sendo executados por um profissional qualificado na área.

Dessa forma, a compreensão desses conceitos por parte de um colaborador apto é fundamental. Além disso, é importante salientar que esses documentos regulamentadores restringem que a prestação de serviços de dimensionamento e de instalações elétricas seja feita exclusivamente por profissionais qualificados.

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Essa reserva se dá pela garantia de um trabalho com excelência, por assegurar que o funcionário formado está apto o suficiente para executar um serviço com qualidade e que tenha a menor incidência de erros possível.

Dentro dessa lógica, quando as ações são mal planejadas e empregadas, elas podem causar prejuízos para todos os setores da empresa, principalmente em situações em que as atividades dos equipamentos precisam ser suspensas, diminuindo a produtividade e aumentando os custos.

Por fim, um colaborador qualificado tem o conhecimento adequado para proteger a si mesmo e aos colegas de trabalho, considerando situações de choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios, a partir da tomada de decisões com mais responsabilidade.

Domínio de outras áreas além dos circuitos elétricos

Como destacado, nas atividades que envolvem eletricidade não existe espaço para funcionários sem qualificação, sendo necessária a comprovação de especialização e experiência na área. Por sua vez, esse conhecimento vai além do domínio das ferramentas e dos parâmetros técnicos, desenvolvendo habilidades em outros segmentos.

Por isso, um profissional mais completo garante que as atividades sejam executadas adequadamente, com a perspectiva das outras ações que precisam ser realizadas para a entrega completa do serviço. Além disso, esse funcionário tem acesso a melhores postos de trabalho e oportuniza uma progressão de cargos dentro da organização.

Quais as principais normas de segurança para trabalhos com eletricidade?

Com relação às normativas de proteção para as atividades dessa área, todas as principais orientações estão dentro da norma regulamentadora NR-10, intitulada como segurança em instalações e serviços em eletricidade.

O principal objetivo dessa norma é garantir a segurança e a saúde dos profissionais que trabalham com serviços e instalações elétricas. Essa regulamentação traz medidas que manipulam as atividades dentro dessa área, sendo que os três principais controles de risco são:

  • medidas de proteção coletiva;
  • medidas de proteção individual;
  • procedimentos de trabalho.

Quando se fala em segurança em eletricidade, é importante que se entenda que as medidas são complementares, ou seja, elas precisam ser adotadas em conjunto para trazer proteção para os colaboradores.

Além disso, essa normatização exige que as empresas apresentem documentos e certificados que comprovem o desempenho das medidas e dos dispositivos de segurança em eletricidade que estão em ação durante a execução de suas atividades.

Analogamente à situação anterior, a NR-10 também preconiza a adoção de procedimentos de segurança durante o desenvolvimento de projetos e construções, operação e manutenção de equipamentos e ações de montagem de componentes. Essas orientações se estendem ao trabalho em instalações elétricas energizadas e desenergizadas.

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Qualificação profissional

A qualificação profissional foi um assunto discutido anteriormente, mas é importante destacar que a NR-10 também regulamenta a habilitação necessária que os colaboradores que trabalham com eletricidade precisam ter, desenvolvendo ações mais seguras.

Segundo essa normativa, existem três tipos de profissionais que estão aptos a exercer atividades em instalações elétricas, que são:

  • profissional qualificado: comprovou a conclusão de algum curso específico dentro da área elétrica e que foi reconhecido pelo sistema oficial de ensino;
  • profissional habilitado: já tem uma qualificação prévia e tem registro no conselho de classe competente;
  • profissional capacitado: recebeu uma capacitação específica sob orientação de algum profissional habilitado e autorizado e trabalhará sob a responsabilidade desse colaborador.

Normas da ABNT complementares à NR-10

De acordo com a NR-10, existem algumas normas complementares que devem ser observadas e seguidas pelos gestores responsáveis e pelos profissionais da área, que são:

  • NBR 5410: referente às instalações elétricas de baixa tensão;
  • NBR 14039: referente às instalações elétricas de média tensão, indo de 1,0 kV a 36,2 kV;
  • NBR 5418: referente às instalações elétricas em atmosferas explosivas;
  • NBR 13534: referente às instalações elétricas em estabelecimentos de saúde;
  • NBR 13570: referente às instalações elétricas em locais com grande quantidade de público;
  • NBR 14639: referente às atividades de instalação elétrica em postos de serviço.

Responsabilidades determinadas por essa normativa

Ainda, a NR-10 regulamenta a responsabilidade das empresas e dos trabalhadores para a execução com segurança das atividades que envolvam eletricidade. É imprescindível que a organização informe os profissionais dos riscos aos quais eles estarão expostos, para que atuem da maneira mais consciente possível.

O uso do barramento elétrico, por exemplo, distribui melhor a energia de uma fonte para outros circuitos de saída, diminuindo os custos de instalação e aumentando a segurança com menores riscos de incêndio.

Além disso, caso ocorram acidentes de trabalho com eletricidade, as empresas precisam propor e adotar medidas corretivas e preventivas, minimizando os riscos futuros. Posteriormente, é importante que se promovam ações que controlem os perigos das suas instalações elétricas, denunciando aos órgãos competentes nas situações cabíveis.

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Da mesma maneira, é responsabilidade dos colaboradores zelar pela sua própria segurança e pela dos outros profissionais que podem ser afetados pelas suas ações ou omissões.

Também é preciso que os funcionários se responsabilizem juntamente com a empresa pelo cumprimento das normativas legais e regulamentadoras, incluindo os procedimentos internos de saúde e segurança. Por fim, é imprescindível que os responsáveis sejam comunicados de imediato sempre que identificadas situações de risco que comprometem as atividades do processo produtivo.

Como trabalhar com qualidade e segurança dentro dessa área?

Para garantir que todos os procedimentos e normativas sejam cumpridos e que os colaboradores trabalhem com eficiência e segurança, é fundamental que se determinem os EPIs adequados em função de cada atividade, além da escolha das ferramentas certas, sem o uso de componentes improvisados para finalidades adversas.

Dessa maneira, todos os projetos devem priorizar a qualidade, indicando as condições necessárias de execução e projetando os cabeamentos e instalações seguras para todos os usuários.

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A atenção aos detalhes é fundamental no trabalho com eletricidade. Uma ação imprescindível é sempre desenergizar as fontes antes de realizar alguma atividade, a partir do acionamento do disjuntor geral, por exemplo. Por fim, o investimento em capacitação é uma das maneiras mais eficazes e diretas para o atendimento da NR-10 e das outras normas regulamentadoras pertinentes.

Por fim, o trabalho com eletricidade não precisa ser complicado. É fundamental que sejam analisados os riscos e as causas da falta de segurança, determinando os EPIs em função das atividades que serão executadas. Profissionais qualificados trazem mais confiança para as ações, observando as normas regulamentadoras e os procedimentos necessários para um bom serviço.

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Sobre o autor

Fernanda Silva

Fernanda Silva

Produtora de conteúdo no Gaveteiro.com.br.

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