Marissa Mayer toma decisão polêmica no Yahoo

De vanguardista à contramão das tendências mundiais, Marissa Mayer – a toda-poderosa do Yahoo – tomou uma medida bem pouco popular ao voltar de sua licença-maternidade apenas 15 dias após dar à luz pela primeira vez: ela decidiu acabar com o sistema home office na empresa. A justificativa, de acordo com a CEO da companhia, é de que o chamado trabalho remoto estaria atrapalhando tanto a qualidade quanto a velocidade dos serviços. Curiosidade aqui do dicas da Marta: na mesma semana do anúncio do fim do sistema a CEO deu início às obras de uma creche para seu filho no escritório da empresa.

No entanto, há quem acredite ser este apenas um tratamento de choque para tornar a empresa novamente competitiva e descobrir quem realmente está empenhado no sucesso do Yahoo. Explica-se: Marissa Mayer assumiu o cargo de CEO no meio de 2012, quando a companhia estaria buscando compradores.

Verdade é que o assunto gerou polêmica no mundo inteiro, até porque aumentam cada vez mais os defensores do home office como forma de oferecer mais qualidade de vida aos funcionários e, automaticamente, melhorar o desempenho nas suas funções. Para se ter ideia, só no Brasil 64% das empresas adotam o sistema.

Só que, no caso específico do site de notícias, a empresa perdeu espaço e competitividade no setor por vários motivos, entre eles falta de modernização e uma visão empresarial de grande crescimento no início, mas que pouco evoluiu com o passar do tempo.

Por outro lado, a medida tomada pela CEO indica também uma falha na gestão, uma incapacidade de conseguir administrar com eficiência o trabalho remoto, que, de acordo com especialistas, costuma oferecer resultados excelentes quando o modelo é consistente.

Por isso mesmo, acredita-se que acabar com o sistema neste momento seja apenas uma estratégia de choque para reunificar e reestruturar a empresa, que retornaria depois ao sistema de trabalho remoto.

De acordo com especialistas em gestão empresarial, o home office costuma funcionar muito bem para as funções intelectuais e criativas, mas nem tanto para quem trabalha em linha de produção, como a engenharia, por exemplo. No caso da gigante de notícias, todos os setores da empresa têm trabalho remoto. Ainda, segundo eles, para uma empresa deste porte o ideal seria um modelo híbrido ou part-time.

Outra dica é não adotar o trabalho remoto como um modo de gestão universal, mas analisar a capacidade de cada funcionário em relação à autogestão e à disciplina, por exemplo. Entre as vantagens, estão a melhoria na qualidade de vida para o trabalhador, e, automaticamente a do material produzido.

A empresa, por sua vez, ganha na qualidade e também economicamente, já que mesmo quando ela arca com os custos dos serviços de luz, computador e internet, por exemplo, ainda sai muito mais em conta do que manter postos de trabalho.

O que achou deste assunto aqui no dicas da Marta? Polêmico não?

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